Mário Rosa João (ao centro) é eletricista há dez anos e atua como professor no Cedup desde o início deste ano.
Mário Rosa João (ao centro) é eletricista há dez anos e atua como professor no Cedup desde o início deste ano.

Amanda Menger
Tubarão

Há dez anos, Mário da Rosa João trabalha como eletricista e, neste ano, passou a dar aulas no Centro de Educação Profissionalizantes Diomício Freitas, o Cedup. E a prestação de serviços é um dos setores que mais gera empregos em Tubarão e não é para menos, faltam profissionais qualificados no mercado.
“A oferta de trabalho ainda é maior do que a de profissionais. Muitas pessoas têm se matriculado em cursos técnicos para se aprimorar. Esta é uma profissão que tem bastante procura e quem trabalha bem consegue um bom rendimento financeiro”, avalia Mário. Só em abril, o setor de serviços gerou 140 vagas e, no ano, 457. É a atividade econômica que mais emprega na Cidade Azul. Nesta categoria, encontram-se diversos profissionais, como médicos, advogados, dentistas, eletricistas, pintores, encanadores, manicure, cabeleireiro, entre outros.

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho liberou os dados referentes a abril ontem. Em Tubarão, foram criados 234 novos postos de trabalho. Nem mesmo as demissões de 130 funcionários da Campeiro Produtos Alimentícios abalou o resultado. No setor industrial, foram admitidas 400 pessoas e demitidas outras 457. A construção civil foi a segunda atividade econômica que mais empregou em abril: 67 vagas. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o resultado é positivo em Tubarão: foram criados 1.276 empregos.

Laguna e Imbituba também se recuperam
e fecham o mês de abril com saldo positivo

Depois de dois meses consecutivos com mais demissões do que contratações, o setor produtivo de Laguna e Imbituba reagiu em abril. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho mostram que a Cidade de Anita criou 27 novos postos de trabalho e Imbituba 37.
Em Laguna, o comércio foi o responsável pela reação: foram 17 novos trabalhadores. Seguido pela indústria de serviços de utilidade pública como energia elétrica, abastecimento de água e telefonia, com sete vagas. No acumulado do ano, contudo, o número de empregos é negativo: – 73 postos de trabalho.
Já em Imbituba, o setor que mais admitiu em abril foi a administração pública, com 24 vagas. A construção civil ficou em segundo lugar, com dez postos. O comércio teve retração, dez empregos foram extintos no último mês. Nos quatro primeiros meses deste ano, o resultado também é negativo para Imbituba: – 74 vagas.

Braço do Norte
Devido a mudanças de funcionários que atuam na agência do Serviço Nacional de Empregos (Sine) de Braço do Norte, não há dados estatísticos da geração de empregos nos últimos dois meses. Mas, segundo os responsáveis, José Francisco Coelho e Heverton Waterkemper, mais de 200 postos de trabalho foram fechados este ano.

Campeiro: todas as rescisões são pagas

Os 130 funcionários demitidos da Campeiro Produtos Alimentícios já receberam os valores referentes aos direitos trabalhistas. O prazo para o depósito das rescisões encerrou domingo. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Carnes e Alimentos de Tubarão e Região, Vilmar Antônio de Fáveri, a questão trabalhista está encerrada.
“O que foi acordado entre a Campeiro e o sindicato foi cumprido. Todos os prazos e os valores acertados foram seguidos à risca. Apenas um trabalhador não recebeu, mas o problema foi um número errado no CPF, questão que foi corrigida hoje (ontem) mesmo”, afirma Vilmar.

Os funcionários foram dispensados da empresa no dia 25 de março e, no dia 6 de abril, as demissões foram confirmadas, retroativas ao dia 1º de abril. Os 40% da multa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) também já foram pagos.
“Para nós, o caso Campeiro está encerrado. Lamentamos o ocorrido e os empregos perdidos, mas uma parte dos funcionários já conseguiu uma recolocação no mercado. Estamos à disposição daqueles trabalhadores que, por ventura, tenham mais alguma coisa a reivindicar, mas a decisão será da justiça trabalhista”, diz o presidente do sindicato.