Carolina Carradore
Tubarão

A reajuste no preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), anunciado ontem pela Petrobras, já reflete negativamente tanto para os revendedores quanto para o consumidor final. O aumento de 6,6% é válido apenas para botijões grandes (45 ou 90 quilos), utilizados pelo comércio e pela indústria.
Com o percentual, o preço médio de um bujão de 45 quilos, por exmeplo, poderá chegar a R$186,00, segundo estimativa do Sindicato dos Revendedores de GLP de Santa Catarina. Os novos valores passaram a vigorar ontem e não seão válidos para botijões de até 13 quilos, utilizados em residências – cujos preços estão estáveis desde dezembro de 2002

Segundo o presidente do sindicato, Rui Tadeu Veiga, na região sul o reflexo já foi sentido no bolso dos revendedores que compraram o gás das distribuidoras já com o reajuste. Rui teme ainda um aumento ainda maior para as revendas. Isto porque o gás vendido a granel – geralmente destinado a grandes condomínios, indústria e comércio em botijões maiores ou tanques – tem um preço menor do que nas revendas (a diferença pode chegar a até 50%, conforme o estado).
Segundo o presidente, isto poderá abrir espaço para fraudes, com a substituição de botijões de 45 quilos ou 90 quilos por baterias de botijões de 13 quilos.

Empresários refazem as contas

Com lápis e borracha em mãos, a empresária Jamile Bernardo Costa, tenta reformular o planejamento de custo/benefício com o aumento do gás. Proprietária de um restaurante no centro de Tubarão, ela utiliza de dois a três botijões de gás de 45 quilos por semana. Nesta, ela terá que realizar mais uma compra e ainda não sabe ao certo o quanto terá que desembolsar a mais. Para manter a margem de lucro, Jamile terá que cortar gastos e, quem sabe, até enxugar a mão-de-obra. Por enquanto, aumentar os preços do buffet está descartado. “É complicado, não posso reajustar o preço da comida e temo um aumento ainda maior dos fornecedores. Quando aumenta o gás, aumenta tudo”, analisa.