Obra de microdrenagem, na margemn esquerda do Rio Tubarão, tem o objetivo de minimizar os efeitos das cheias.
Obra de microdrenagem, na margemn esquerda do Rio Tubarão, tem o objetivo de minimizar os efeitos das cheias.

Zahyra Mattar
Tubarão

Uma obra, tenha ela qualquer proporção, é medida pelo que se vê. E é justamente por isso a indagação: cadê as obras da microdrenagem da margem esquerda do Rio Tubarão? Ainda que não existam trabalhos para serem vistos, isto não quer dizer que eles não sejam feitos.
Equipes da empresa vencedora da licitação, a Coenco, de Gravatal, já estão com a mão na massa desde o começo do mês. No momento são construídas as galerias pluviais que serão instaladas no 1,49 quilômetro entre a BR-101 e o rio.
O serviço, porém, é feito na própria empresa e não no local da obra. O motivo é plausível: causaria um transtorno desnecessário e sem precedentes nas ruas.

“Esta etapa levará cerca de 60 dias para ficar pronta. Somente depois começa a instalação nas ruas. Isto deverá ser feito já no começo do próximo ano. Aí vai ficar mais visível. Entendo a apreensão, mas está tudo certo, dentro do cronograma”, confirma o vice-prefeito de Tubarão, Pepê Collaço (PSD).
Além das galerias, a microdrenagem prevê a implantação de 15 caixas de ligação e passagem d’água. O investimento será de R$ 3.933.318,69. Quanto a segunda etapa do projeto, a construção de três estações elevatórias, ainda depende de licitação.

A meta é lançar a concorrência em breve, mas Pepê prefere não dar prazos, já que tudo depende da liberação do edital por parte da Caixa Econômica Federal (CEF).
O mais provável é que esta parte fique para o próximo ano. As duas obras são essenciais para a prevenção de enchentes e, juntas, beneficiarão quase 30% dos habitantes (cerca de 28 mil), nos bairros Humaitá, Dehon, Morrotes, Vila Elisa e Centro.