Proposta apresentada pela Urbano Agroindustrial, de Jaraguá do Sul, é considerada pela diretoria da Cerbranorte como a melhor. Votação será realizada na noite de hoje
Proposta apresentada pela Urbano Agroindustrial, de Jaraguá do Sul, é considerada pela diretoria da Cerbranorte como a melhor. Votação será realizada na noite de hoje

Zahyra Mattar
Braço do Norte

 
Hoje será uma noite decisiva para a Cooperativa de Eletrificação de Braço do Norte (Cerbranorte). Em assembleia geral, convocada para as 19 horas, no salão paroquial do municípios, os associados definirão se aceitam, ou não, a proposta de firmar uma parceria para terminar a obra da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Capivari.
 
A maior preocupação é que, sem parceira e sem recursos próprios para concluir a obra, a cooperativa corre o risco de perder a concessão de direitos sobre a usina, caso a construção não estiver em andamento até o fim do ano passado. A diretoria da Cerbranorte recebeu sete propostas de parceria.
 
Hoje, os associados decidirão se aceitam a sociedade com uma das interessadas e qual será esta empresa. “A luta é contra o tempo. Já perdemos 30% da porque a outorga, válida por 30 anos, foi concedida em 2001”, valoriza o presidente da Cerbranorte, Antônio da Silva, o Toninho do Colonial.
 
Entre as propostas recebidas pela diretoria da cooperativa, a considerada mais interessante por lideranças políticas e empresariais é a da empresa Urbano Agroindustrial, de Jaraguá do Sul. “Eles propõem construir a PCH em troca de 50% da hidrelétrica para consumo próprio de energia. É estimado que a obra dure cerca de 21 meses”, emenda Toninho.
 
São necessários pelo menos mais R$ 50 milhões para finalizar a obra
Até agora, a Cooperativa de Eletrificação de Braço do Norte (Cerbranorte) já investiu, exclusivamente de recursos próprios, R$ 17 milhões na idealização do projeto de construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Capivari, entre o município e Rio Fortuna. São necessários pelo menos mais R$ 50 milhões para colocar o empreendimento em funcionamento.
 
“Quando pronta, a estimativa é que a hidrelétrica gere cerca de R$ 1,3 milhão por mês de lucro. Se a parceria for aprovada, ficaremos com metade deste valor estimado”, destaca o presidente da cooperativa, Antônio da Silva, o Toninho do Colonial.
 
O túnel de 1,3 quilômetro – etapa mais crítica – parte da barragem e da casa de máquinas que correspondem a cerca de 30% da usina está concluída. Todas as licenças estão liberadas e os 503 hectares adquiridos para o empreendimento estão indenizados.
 
A única pendência é que a Cerbranorte fez um pedido de modificação na potência instalada do empreendimento para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): passou de 12MW para 18 MW. “Este é o único parecer pendente. Esta potência maior suprirá, com margem, a demanda energética da região”, atesta Toninho.
 
 
"É um investimento bom para a região e que não podemos perder".
Antônio da Silva, o Toninho do Colonial. Presidente da Cerbranorte.