Marco Antonio Mendes
Tubarão

Jovens que treinam em escolinhas de futebol e até mesmo jogadores novatos sonham com o mesmo futuro: ser um grande ídolo do esporte. Nenhum deles pensa em jogar por um tempo e depois seguir outra carreira. Querem ser reconhecidos pelo talento que possuem e jogar, claro, em grandes clubes.

Geralmente, o ingresso no futebol é bem cedo. É no campinho perto de casa ou nas aulas de educação física que dão os primeiros passos. Depois, passam a jogar em uma escolinha. A partir daí, começam a se esforçar para mostrar o que realmente sabem fazer: jogar bola.

Para o coordenador do Centro de Formação de Atletas do Figueirense em Tubarão, Edson Maccari, não basta o pretendente a jogador de futebol ter o dom. É necessário o acompanhamento de um treinador para ensinar os fundamentos básicos do esporte. “Muitos são realmente bons, mas precisam desenvolver e melhorar as habilidades. Ensinamos técnicas de passe, domínio, chute”, explica.

Além disso, a disciplina é uma característica muito importante nos tempos de hoje. Saber trabalhar em grupo, ser responsável e levar o aprendizado a sério conta pontos positivos na formação do jogador.
É geralmente nos jogos entre escolinhas que os novos talentos são descobertos. Mas nem sempre é assim. Em alguns momentos, determinado tipo de influência é o que determina o futuro do jogador.

“É necessário ter alguém que apresente o jovem ao clube, caso contrário é quase impossível ele destacar-se apenas jogando”, salienta o comentarista esportivo Serginho Marola.
As pessoas influentes, na maioria das vezes, são aqueles que atuam no meio esportivo. Podem ser jogadores veteranos, professores de escolinhas de futebol, e até mesmo amigos de dirigentes de clubes.

Esta pode ser a resposta para a existência de atletas em grandes clubes brasileiros que não são tão bons com a bola. “Quando se fala em dinheiro, o olho cresce. Aí o jogador participa de um time que ganha um título importante, valoriza-se”, revela Serginho.