Tubarão/Pompano Beach

O clima é de apreensão na costa leste dos Estados Unidos devido a aproximação do furacão Florence, que se move sobre o Oceano Atlântico e deve entrar no território americano ainda hoje. O fenômeno também preocupa moradores do Sul de Santa Catarina que estão na área que será atingida.

Com ventos contínuos de até 225 quilômetros por hora, o fenômeno ameaça provocar ondas enormes, chuvas torrenciais de até 89 centímetros e inundações severas em partes dos estados de Carolina do Sul, Carolina do Norte e Virgínia, além de atingir Maryland e Washington. Um homem morreu afogado e várias pessoas ficaram feridas em praias da Flórida, por causa das fortes ondas causadas pelo Florence.

Morador dos Estados Unidos há 16 anos, João Batista Borges, de Capivari de Baixo, está nas proximidades da área que será atingida. Ele deveria ter pegado a estrada ontem, partindo de Pompano Beach, na Flórida, em direção a Boston, em Massachusetts, onde vive atualmente. No trajeto, passaria pelos estados em situação de emergência. 

“Por causa deste problema do furacão, vou nesta quinta-feira de avião”, conta.

Durante esse período no país norte-americano, Borges já precisou enfrentar outros furacões. 

“No ano passado eu estava na Flórida e passou o furacão Maria que arrasou Porto Rico, Cuba, e o Sul da Flórida. E eu trabalhei três meses na recuperação das casas. Eu passei pelas ruas e via a mata toda destruída. Ali é uma área de pesca de lagosta, e destruiu tudo. Trabalhei em lugares que sumiram. Barcos virados, jet-ski, trailer de acampamentos. As casas são feitas ali com pilares de quatro metros de altura e construídas em cima. A água enche e não destrói as casas. Mas com o furacão, não tem jeito”, relata. 

Estima-se que o Florence será o pior furacão a atingir o país em décadas. Ele é classificado como um furacão de categoria 4 na escala de Saffir-Simpson, que mede a intensidade dos ventos e varia de 1 a 5, sendo 5 a mais forte. 

Cerca de 5,5 milhões de pessoas vivem em regiões dos três estados que serão atingidos. Mais de 1,5 milhão de moradores foram ordenados a se retirar do litoral, enquanto universidades, escolas e fábricas foram fechadas.