Tubarão

Ser voluntário é mais do que dispor do seu tempo pessoal, é participar da transformação da vida de outras pessoas. Além de ajudar o mundo a ser um lugar mais justo e solidário. Nesta quarta-feira (4), a Fundação Joanna de Angelis, em Tubarão, promoverá às 19h, no salão da unidade, uma palestra para as pessoas que almejam e que ainda não conseguiram ser voluntários. Outras informações podem ser obtidas por meio dos números (48) 3626 -1416 ou (48) 99807 -1416.

A atividade voluntária pode ajudar o colaborador a fazer novas amizades, envolver-se mais na sua comunidade, aprender novas habilidades e até mesmo contribuir na sua carreira profissional. Além disso, o voluntariado também pode ajudá-lo física e mentalmente. Salvo raras exceções, todos podem dispor de algum tempo para ajudar a comunidade. Na maioria das vezes, isto envolve apenas um simples rearranjo das nossas atividades diárias.

Desde dezembro passado o publicitário e consultor comercial, Juliano Pereira, desempenha o trabalho voluntário de marketing na Joanna. “Sempre quis colaborar de alguma forma e em dezembro surgiu a oportunidade. Esse período dentro da instituição é enriquecedor e necessário. Tenho amor pelo que desenvolvo na fundação e um grande carinho pelas crianças”, enfatiza.

Juliano destaca que não somente aqueles que são assistidos ganham com o ato solidário, mas também aqueles que doam o seu tempo em favor do próximo. “A fundação vai crescendo por meio da comunicação, por meio de todo trabalho da direção, profissionais e assim, a instituição alcança mais subsídios e desta forma, consegue atender mais crianças e tudo isso melhora. Obviamente que a comunidade e a sociedade ganham com esse trabalho e com a instituição”, pontua.

De acordo com a diretora da Fundação, Sandra Nazário, trabalhar como voluntário, além de uma causa nobre, traz excelentes oportunidades de capacitação e aprendizado. “A Joanna de Angelis depende muito de recursos. Eles não são apenas financeiros, mas recursos humanos. Criamos uma campanha para atrair voluntários, que possam estar na instituição e contribuírem como podem. Vamos fazer uma palestra para as pessoas que pensam em ser voluntários e não sabem como colaborar, para aquelas que não almejam e também, para aquelas que nem imaginam que podem ser voluntários”, destaca.

Sandra destaca que todos podem participar e contribuir: o que cada um faz bem pode fazer bem a alguém. O que conta é a motivação solidária, o desejo de ajudar, o prazer de se sentir útil. “Não é necessário ter uma formação profissional. Se a pessoa sabe fazer um bolo e quer colaborar, ela pode ir pela manhã ou à tarde e fazer esse alimento para as crianças. Se tem habilidade de contar histórias e entreter os nossos pequenos também é bem-vinda. E ainda, se não sabe fazer nada, mas quer ajudar a dar o alimento na boca das nossas crianças, ela pode ir na hora do almoço ou jantar e nos ajudar. Há muito trabalho e diversas formas de colaborar”, afirma.

O trabalho voluntário é compartilhar alegria e aliviar o sofrimento de outros, melhorar a qualidade de vida em comum é um direito de todos. Todos têm o direito de ser voluntários. Os jovens, as pessoas portadoras de necessidades especiais, os aposentados e os idosos têm muito a contribuir com seus valores, experiência e criatividade. O voluntariado não compete com o trabalho remunerado nem com a ação do Estado. A sua função não é ‘tapar’ buracos nem apenas compensar carências. Uma sociedade participante e responsável é capaz de agir por si mesma.