Os servidores dos Correios da região da Amurel também aderiram à greve nacional da categoria iniciada nesta segunda-feira (17), às 22h. Não há prazo para o fim da paralisação na estatal.

De acordo com o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Sintect/SC) de Santa Catarina, Jeferson da Rocha, recentemente ocorreu a revogação do atual Acordo Coletivo que ainda estava em vigência. Os Correios propõem uma proposta de exclusão de 70 das 79 cláusulas desse acordo. Isso gera uma redução de 40% nos salários. Cerca de 40% e 50% dos trabalhadores estão parados entre Paulo Lopes e Passo de Torres. A maior parte deles são carteiros”, destaca.

Com a revogação do acordo coletivo foram retiradas 70 cláusulas com direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais, pagamento de adicional noturno e horas extras. Conforme a federação, um dos motivos da paralisação é a possível privatização dos Correios e o aumento da participação dos trabalhadores no Plano de Saúde, gerando grande evasão, e o descaso e negligência com a saúde e vida dos celetistas na pandemia da Covid-19.

Jeferson expõe que o último concurso dos Correios foi realizado em 2011. Desta forma, são nove anos sem novos servidores concursados. “O salário base dos profissionais dos Correios é o menor do funcionalismo público federal”, pontua.

O secretário geral da federação, José Rivaldo da Silva, assegurou que o governo Bolsonaro busca a qualquer custo vender um dos grandes patrimônios dos brasileiros, os Correios. “Somos responsáveis por um dos serviços essenciais do país, que conta com lucro comprovado, e com áreas como atendimento ao e-commerce que cresce vertiginosamente e funciona como importante meio para alavancar a economia. Privatizar é impedir que milhares de pessoas possam ter acesso a esse serviço nos rincões desse país, de Norte a Sul, com custo muito inferior aos aplicados por outras empresas”, afirma.

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