Laguna

Durante a rotina de monitoramento nas praias de Laguna e região, um fragmento ósseo chamou a atenção dos pesquisadores! A forte ressaca que atingiu o litoral catarinense removeu a areia da praia e expôs um pedaço de um crânio de toninha juvenil (Pontoporia blainvillei) em processo de mineralização.

Analisando a peça, verificou-se que o animal foi enterrado ou soterrado em condições que favoreceram a preservação dos ossos mais resistentes do crânio. Outros casos semelhantes já foram reportados no litoral, principalmente com crânios de baleia do período de caça.

O olhar do monitor e do técnico tem que estar bem treinado para os detalhes, quase imperceptível para leigos. Este fragmento de crânio de toninha, registrado na Praia do Gi, em Laguna, é um bom exemplo do treinamento e acuidade dos colaboradores do Projeto de Monitoramento de Praias da Udesc.

“Nossa equipe técnica sai para monitorar todos os dias, de segunda a segunda, coletando animais marinhos feridos e mortos. Mas sempre existe a possibilidade de achar uma relíquia que a própria praia guardou por anos”, revela um dos profissionais da equipe.

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.