Tubarão

Uma reunião ocorrerá nesta quinta-feira (25), às 11h, na sede da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), em Tubarão, para discutir os impactos ambientais da Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC), que deverá ser instalada em Anitápolis. O encontro deverá reunir todos os prefeitos da Amurel, procuradores jurídicos dos municípios e os chefes do poder Executivo de Anitápolis e Rancho Queimado.

De acordo com o prefeito de Braço do Norte e presidente da Amurel, Roberto Kuerten Marcelino, o Beto, o encontro, terá como propósito tirar dúvidas e prestar esclarecimentos sobre as consequências que a obra pode acarretar para a região. “Tomamos por iniciativa realizar este encontro. Em Braço do Norte não somos favoráveis à instalação da fosfateira. Na segunda-feira da semana passada, na reunião na Acit com a bancada Sul, dos deputados estaduais, em acordo com o presidente da Alesc, Julio Garcia, foi proposto um encontro, nos próximos dias, entre os legisladores e os prefeitos da região, em Florianópolis, para tratarmos da fosfateira”, explica.

Beto destaca que é necessário que ocorra uma mobilização ainda maior, por isso resolveu convocar esta reunião entre os chefes do poder Executivo e seus procuradores. “Temos que nos mobilizar. Esta aliança entre os representantes das cidades e seus procuradores, e também aqueles envolvidos na ação desde 2009, como o advogado que representa a Associação Montanha Viva, Eduardo Bastos Moreira Lima, é muito importante. Será uma grande discussão, que deverá deixar todos bem informados e atualizados”, assegura.

Eduardo deverá participar da reunião. “Este é um processo muito debatido. Se não fizermos nada, diversos municípios serão afetados. É uma questão ambiental. Além da poluição da água, há risco de rompimentos de barragens, a exemplo de Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais”, pontua.

Conforme o jurista, os municípios terão, a partir de hoje, 30 dias de prazo para interpor recurso com relação à decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF4), que tomou decisão em favor da Vale, e extinguiu o processo popular movido desde 2009.  Com isso, a multinacional Vale poderá explorar mais de 300 hectares de Mata Atlântica. A empresa planeja erguer uma mineradora de fosfato e também uma fábrica de ácido sulfúrico.