#ParaTodosVerem Na foto, deputado Volnei Weber confere os trabalhos de recuperação da Serra do Corvo Branco, entre Urubici e Grão-Pará
Deputado Volnei Weber (MDB-São Ludgero) vistoriou os trabalhos na Serra do Corvo Branco nesta sexta-feira (8). Segundo ele, o serviço é feito inclusive aos fins de semana para liberar o trecho o mais rápido possível - Foto: Divulgação

Os trabalhos de recuperação da Serra do Corvo Branco, entre Urubici, no Planalto Sul, e Grão-Pará, no Sul do Estado, seguem em ritmo acelerado. Equipes com mais de 50 homens se dividem em turnos, inclusive aos fins de semana, para tentar liberar o trecho, interditado desde o dia 4 de maio em função de diversos deslizamentos e perda de pista ocorridos por conta das cheias que atingiram a região. Nesta sexta-feira (8), o deputado estadual Volnei Weber (MDB-São Ludgero) vistoriou os trabalhos com o adjunto da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade, engenheiro Alexandre Martins, e outros profissionais do Estado e da empresa contratada para o trabalho, a Construtora Fraga. “A palavra que define esta obra é segurança. É um trabalho técnico e que precisa ser bem feito. É claro que todos queremos a serra aberta, mas isso não pode estar acima da segurança”, valoriza o deputado.

#ParaTodosVerem Na foto, deputado Volnei Weber confere os trabalhos de recuperação da Serra do Corvo Branco, entre Urubici e Grão-Pará
Deputado Volnei Weber (MDB-São Ludgero) vistoriou os trabalhos na Serra do Corvo Branco nesta sexta-feira (8). Segundo ele, o serviço é feito inclusive aos fins de semana para liberar o trecho o mais rápido possível – Foto: Divulgação

O volume de obra é grande e por se tratar de uma serra, com questões de engenharia muito diferentes de uma simples estrada, o tempo também tornasse um complicador. Há dias de chuva, outros com muito neblina. E tudo isso impacta no andamento do serviço. De qualquer forma, assegura o deputado, é visível o empenho para avançar e liberar a rodovia. “As drenagens e tubulações estão todas prontas. Nesta [próxima] semana inicia o trabalho das cabeceiras, na parte de baixo da serra, e das bocas de lobo, na parte de cima”, enumera Volnei Weber. O trecho mais complexo de todo o projeto de recuperação, o local onde uma placa rochosa se desprendeu e houve perda da pista, também começa a ser atacado nesta próxima semana.

A enorme pedra que interditava as pistas já foi desmontada. O desafio agora está em recompor a estrada e evitar novos deslizamentos na área. “Os engenheiros já confirmaram que não existe rocha firme para fazer o alargamento da via, por isso os planos precisaram ser alterados. Em cima há uma pedra solta, que será escorada, e a pista receberá uma placa reforçada de concreto. É um trabalho difícil e que deverá consumir pelo pelos mais uns 30 dias”, descreve o deputado. O prazo, obviamente, pode ser maior ou menor, pois existem as condições climáticas desfavoráveis, especialmente neste período do ano, e também o fato do ponto ser perigoso. Após a conclusão deste trecho, o Estado irá estudar uma forma de tentar flexibilizar o fluxo de veículos na Serra do Corvo Branco. A ideia é liberar o trânsito de veículos em determinados horários e/ou dias para as produtores e comerciantes escoarem suas produções. 

“Esta possibilidade não está descartada, é uma alternativa, mas que será avaliada, repito, será avaliada, em no mínimo 30 dias. Antes disso, infelizmente, não é possível e eu mesmo constatei. Entendo a angústia das famílias que dependem da serra para trabalhar, para escoar suas produções, mas nada é mais precioso do que a vida”, afirma Volnei Weber. Paralelamente a tudo o que está programado para iniciar já a partir desta segunda-feira (11), outras equipes também passarão a atuar na recuperação da ponte sobre o Rio do Bispo. O local também está interditado porque uma das cabeceiras foi levada pela força das águas. “O último passo será a recuperação do pavimento. Os recursos para isso estão garantidos”, assegura o deputado.

Interditação
A Serra do Corvo Branco foi totalmente interditada no dia 4 de maio por conta das chuvas que castigaram toda a região no começo do mês. Houveram diversos deslizamentos de terras e pedras, além de perda estrutural de partes da pista no trecho que ainda é de chão batido. Quatro dessas quedas de barreiras foram bastante expressivas a ponto de nem mesmo os técnicos conseguirem vistoriar o lugar. O helicóptero Águia, da Polícia Militar, fez um m sobrevoo no dia 5 de maio para verificar a situação e constatou que não havia sequer como iniciar um trabalho emergencial de limpeza. Por terra, a primeira incursão pode ser feita apenas no dia 12 de maio e boa parte do trajeto precisou ser percorrido a pé, pois não havia como chegar com carros. No dia 20 deste maio, a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) liberou o trecho entre Urubici e o corte, cujas pistas foram literalmente soterradas no início do mês. Deste ponto para baixo, em direção a Grão-Pará, a Serra segue interditada.