O filhote semi-albino e sua mãe permaneceram por pelo menos três horas  próximos à zona de arrebentação das ondas, na praia de Itapirubá, em Laguna. Entre um  esguicho de água e outro, mamãe e bebê pularam
O filhote semi-albino e sua mãe permaneceram por pelo menos três horas próximos à zona de arrebentação das ondas, na praia de Itapirubá, em Laguna. Entre um esguicho de água e outro, mamãe e bebê pularam

Laguna

 

Este é o mês em que historicamente ocorre o maior número de registros de baleias franca no litoral de Santa Catarina. E a partir das atividades de monitoramento desses animais, realizado pelos pesquisadores do Projeto Baleia Franca (PBF/Brasil), é possível perceber o resultado do trabalho de conservação da espécie.
 
Estes dois ‘ingredientes’, juntos, proporcionam um belíssimo espetáculo dos animais nas águas quentes, e também transformam o estado em palco para o nascimento de uma forma rara de baleia franca.
 
Ontem pela manhã, os pesquisadores ficaram surpresos com o registro de um filhote semi-albino. O ‘pequeno’ mamífero foi avistado na praia de Itapirubá, em Laguna. Pelo tamanho e coloração, o filhote nasceu há poucas semanas.
“O nascimento destes filhotes são raros devido à baixa probabilidade da combinação genética fundamental para proporcionar esta característica”, explica o gerente de campo do PBF, Rodrigo de Rose da Silva. 
 
Ainda que o fato de encontrar um filhote semi-albino tenha sido a máxima do dia, o registro também empolga os pesquisadores porque o ‘branquinho’ foi o primeiro ‘pequenino’ visto nesta temporada. “Até agora, tínhamos registrado somente indivíduos juvenis”, completa Rodrigo.   
 
Além do filhote acompanhado de sua mãe, em apenas poucas horas de monitoramento entre as praias de Ibiraquera (entre Imbituba e Laguna), foi possível registrar ao menos 26 baleias francas. Deste total, 12 eram pares de mamães e bebês. Os outros dois eram adultos sozinhos.