Tubarão

Nesta sexta-feira (9), será celebrado o Dia Mundial da Adoção. Em todo o planeta, pessoas são convocadas a participar e comemorar este dia compartilhando as suas histórias de adoção e amor. Nas redes sociais, a mobilização já tem ocorrido, basta você desenhar uma carinha sorridente ‘smiley face’ na sua mão, tirar uma foto e postar nas redes sociais utilizando as hashtags #worldadoptionday #diamundialdaadoção #compartilhandoamor. Desde esta quarta-feira, o Notisul traz boas histórias de adoção da região, que farão você se emocionar e, quem sabe um dia, aderir literalmente à campanha.

A maternidade não depende somente em gerar e dar à luz. Para se tornar mãe, é preciso, acima de tudo, abrir o coração. E foi assim que há 11 anos Maria Antonieta Bittencourt, a Dira, de 57 anos, moradora do bairro Sertão dos Corrêas, em Tubarão, tornou-se a mãe de Lucas Bittencourt dos Santos, na época com apenas 6 dias de vida. Ela e o esposo, Jaison dos Santos, 52, sonhavam em ter um filho. Foi então que este sonho se tornaria realidade por meio da adoção. Dira, que não conseguiu ter filhos biológicos, conta que a ansiedade foi longa na fila de espera, mas desde o primeiro momento que teve Lucas nos braços, tudo compensou. “Não consegui gerar os meus biológicos, e acredito que não há diferença entre um e outro. Meu filho só me dá alegrias. Se fosse um pouco mais jovem, teria mais dois, pelo menos”, afirma. 

Dira lembra que há 11 anos, quando ainda estava no processo de adoção e adaptação, muitas pessoas afirmavam que um filho adotivo daria trabalho desde a infância e que não seria uma boa alternativa. “Sempre acreditei que o Lucas nos daria alegrias. Não há situações ruins. Ele é uma bênção. Meus pais hoje são falecidos, mas durante cinco conviveram com ele e amavam muito o neto”, recorda.

A tubaronense revela que criar um filho não é uma tarefa fácil. Quando muito pequeno, vai ter choro e noites mal dormidas, garganta inflamada e fralda que vaza. Os maiores vão exigir seus direitos (nem sempre se lembrando dos deveres), fazem cara de paisagem e dão sustos e criam palpitações. Por outro lado, “eles são alegria, preenchem a casa, fornecem e recebem amor, testam os valores e, para que ocorra tudo isso, depende somente de um ato: cumplicidade. Não importa se esse filho é biológico ou adotado. O amor, afinal, não tem laços genéticos”, finaliza.