Tatiana Dornelles
Tubarão

No dia 10 de novembro de 2007, uma matéria intitulada ‘A polêmica do FGTS’, de Cristiano Carrador, trazia o esclarecimento do prefeito de Tubarão, Carlos Stüpp, quanto ao pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), referente a 2006, aos servidores admitidos em caráter temporário (ACTs) da rede municipal, que foram exonerados. Na época, ele admitiu que a dívida existia, mas que pagaria até o fim do ano passado os cerca de R$ 150 mil restantes.

Contudo, o prefeito admitiu ontem que não foi possível pagar tudo até o fim de 2007. “Tivemos que escolher entre liquidar o FGTS ou pagar a folha de dezembro dos servidores”, conta Stüpp. Segundo ele, a prefeitura teve que optar pela folha de pagamento para não ficar com débitos referentes a 2007. “Cumprimos com todos os salários, pagamos tudo em dia e antecipamos o 13º salário”, garante.
Stüpp assegura que falta pouco para liquidar a dívida do FGTS: aproximadamente R$ 100 mil.

E até fim o deste mês, pretende pagar o restante do FGTS aos ACTs. “Do restante, está tudo em dia. Ano passado, antecipamos salários, as rescisões estão em dia e o fundo de garantia tem sido recolhido. Não ficou nada pendente. Com certeza, 2008 vai ser melhor do que 2007”, reforça o prefeito de Tubarão.
O secretário de finanças, Wilson Beckhauser, afirmou que uma parte foi paga em novembro, mas não lembra quanto.

Retrospectiva em torno do FGTS dos servidores
Em novembro de 2007, vários ex-servidores admitidos em caráter temporário enviaram e-mails à redação para reclamar que o pagamento ainda não havia sido feito. O prefeito Stüpp, na época, não estava ciente da dívida e garantiu que o acerto seria realizado até o fim do ano passado.