Zahyra Mattar
Tubarão

A morte de um analista de sistemas, esta semana, e a confirmação de mais um caso de febre amarela, nesta sexta-feira, tornaram as filas ainda maiores nos postos de saúde do país. Na Amurel, não foi diferente. Conforme a coordenadora do programa de imunização da gerência de saúde do estado em Tubarão, Ingrid Laura Bittencourt, o estoque da vacina contra a doença baixou consideravelmente.

Até então, a média de vacinação em Tubarão era de 20 pessoas por mês. “Em algumas épocas, aumenta por causa do período de férias, por exemplo. Mas nunca houve tanta procura como agora. Somente nesta sexta-feira, foram feitas 80 procedimento no posto central de Tubarão”, relata Ingrid. A vacina, no entanto, não é necessária porque Santa Catarina não tem a doença.

Além disso, os focos do Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela urbana estão sob controle. “A orientação ainda é que somente as pessoas que irão viajar para os estados ou países endêmicos sejam vacinadas. Em locais do país já há falta da vacina, inclusive. Nosso estoque hoje (sexta-feira) tem apenas 200 doses devido à procura”, reforça Ingrid.

A coordenadora de imunização da prefeitura de Tubarão, Guerth Martins Capistrano, confirma o aumento na procura da vacina, e ressalva: quem realmente precisa corre o risco de ficar sem a dose. “Durante a semana, as mães que levam os filhos para cumprir o calendário de vacinação normal tiveram que esperar horas na fila. Algumas desistiram de esperar e isto pode tornar-se grave no futuro. As pessoas precisam colaborar e esperar uma resolução do Ministério da Saúde. A situação está sob controle”, explica.

Em Laguna e Imbituba, onde a população está praticamente triplicada devido à temporada de verão, a situação é ainda mais delicada. Em Laguna, a secretária de saúde da prefeitura, Tanara Cidade de Souza, diz que a média de vacinação para febre amarela não passava de três casos por mês. “Esta semana, o atendimento passou para 80, até 100 pessoas por dia. “Não há motivo para pânico. Nem mesmo foco do Aedes aegypti temos na cidade. Nem aqui, nem nos municípios vizinhos”, avalia.

Em Imbituba, a coordenadora da Vigilância Sanitária, Sandra Mara Leal, também diz que houve aumento de mais de 500% na procura pela vacina. “Não estávamos preparados para isso. Parece que todos resolveram viajar, ao mesmo tempo, apenas para as áreas endêmicas do país. Nossa média semanal pulou de cinco casos para 30 por dia. Esta foi a quantidade de doses distribuídas somente na tarde de hoje (sexta-feira). Mas temos registros maiores nos outros dias”, compara a coordenadora.