Brasília

O pânico que se instalou no país, após a confirmação de mortes e internações por febre amarela, fez o ministro da saúde, José Gomes Temporão, pronunciar-se em cadeia nacional, ontem, para tentar tranqüilizar a população. Ele afirmou que “não existe o risco de uma epidemia de febre amarela no país”.

Temporão orientou que o posto de saúde somente deve ser procurado por aqueles que moram ou visitarão áreas de risco e nunca foram imunizadas ou que foram vacinadas antes de 1999 (a proteção da vacina vale por dez anos). Segundo o governo federal, 24 casos de febre amarela foram notificados este ano como suspeitos pelas secretarias de saúde estaduais.

Do total, cinco foram descartados e dois confirmados – Graco Carvalho Abubakir, 38, que morreu no último dia 8, e uma mulher de 42, que contraiu a doença no Mato Grosso do Sul e está internada em São Paulo.
Ontem, Temporão reforçou que a doença está restrita às matas das regiões de risco e não atinge as áreas urbanas.

Ainda conforme o ministro, foram enviados para todo o Brasil, este mês, 3,2 milhões de doses da vacina. No ano passado, a média mensal de envio para vacinação de rotina foi de 961 mil doses por mês, totalizando 11,5 milhões de doses. Os postos de vacinação de todo o país registraram filas nos últimos dias.

Vacina
Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, calafrios, mal-estar, vômito, dores no corpo, pele e olhos amarelados e sangramentos. A vacina é a única forma de se prevenir. A dose é aplicada gratuitamente em postos de saúde de todos os municípios do país, além de salas de vacinação em portos, aeroportos e fronteiras.

A proteção vale por dez anos e deve ser tomada dez dias antes da viagem para a área de risco.
A vacina é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado, como os portadores de HIV) e aqueles que têm alergia a gema de ovo.