Wagner da Silva
Braço do Norte

A expectativa da organização da Feagro Vale 2009 é que mais de 600 animais estarão expostos na feira-festa de Braço do norte, cuja abertura ocorre amanhã à noite, no parque de exposições Huberto Oenning. Os bichos já começaram a chegar e a serem inspecionados para poder ser organizados para a exposição.
As atenções estão particularmente voltadas para o gado de corte e leiteiro. Serão 400 animais em exposição. Ainda, na classificação de gado de corte, os olhares deverão ser voltados ao bovino com mais de 1,2 mil quilos. Além disso, avalia o coordenador da área de corte, Irio Schuelter, outros animais receptadores de embriões devem igualmente despertar o interesse do público e dos negociadores.

Entre o gado leiteiro, cujo setor é coordenado por Leandro Bardou Gomes, a expectativa fica em torno da competição, que ocorre neste sábado. “O que chama a nossa atenção é o significativo aumento no número de expositores e a participação dos maiores investidores nacionais da atualidade na Feagro. Com alto poder aquisitivo, eles não vêm somente olhar, e sim fechar negócios, especialmente porque sabem que os animais do estado são altamente premiados e estão entre os melhores dos país. Isto aliado à valorização do preço, após a competição, devem ser o destaque quanto à exposição leiteira”, confirma Gomes, entusiasmado.

Equipe da Cidasc coordena
a fiscalização na Feagro

Desde a noite de terça-feira, equipes da Cidasc conferem a chegada dos animais que serão expostos na Feagro Vale 2009. Segundo a chefe da sub-área de defesa sanitária animal, a veterinária Jaqueline Cardoso, a equipe analisa a numeração de brincos e os exames de brucelose e tuberculose. “O período de validade aceitável do exame é de 60 dias”, explica. Os ectoparasitas – como os carrapatos, por exemplo – e lesões também são analisados e, dependendo da gravidade, podem inviabilizar a participação do animal na exposição.

Expositoras de Chapecó
participam pela primeira vez

A técnica agrícola Nancy Cristine Leonhardt, produtora de gado holandês, é uma participante de primeira viagem da Feagro Vale. Ela conta que a amizade com outros criadores motivou fazer o trajeto de 750 quilômetros entre Chapecó, no oeste do estado, e Braço do Norte. “Compensa ter vindo. Tanto pela amizade com o pessoal, muito receptivo, e também pelo fato de haver pouco gado holandês na região por conta do clima”, destaca Nancy.

A família de Nancy investiu durante anos na criação de búfalos, mas há seis anos passou a criar animais holandeses. Ela e a mãe compraram o primeiro animal e hoje possuem 400 cabeças, distribuídas em aproximadamente 300 hectares de pastagem. Para buscar experiência, a técnica agrícola ficou dois anos entre os Estados Unidos e o Canadá. Para ela, os investimentos em genética são os que trouxeram grandes resultados. “Com uma boa alimentação, bom manejo e sêmen de qualidade, é possível ter melhor estrutura física, maior longevidade dos animais e custos menores”, opina.
Em seu rebanho, há animais premiados como a campeã na categoria fêmea jovem. “Isto foi conquistado dois anos após iniciarmos a participação em feiras”, comemora Nancy, que considera o trabalho com animais trabalhoso, mas de alta e garantida lucratividade.