Já em casa e com o filho, a mãe Bianca Souza Eugênio lamenta o ocorrido. Para ela, é preciso redobrar os cuidados durante a aplicação de medicamentos
Já em casa e com o filho, a mãe Bianca Souza Eugênio lamenta o ocorrido. Para ela, é preciso redobrar os cuidados durante a aplicação de medicamentos

Angelica Brunatto
Tubarão

 
Uma família tubaronense tomou um grande susto na manhã da última segunda-feira. A representante comercial Bianca Souza Eugênio e o eletrotécnico Clayton Cardoso Eugênio tiveram o filho, de apenas 52 dias, internado na UTI Neonatal do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão.
 
Os pais levaram Davi Eugênio à instituição para o pediatra avaliar uma hérnia localizada na virilha. A médica que atendeu a criança prescreveu um medicamento para diminuir a saliência. “Foi prescrito 0,4 mg do remédio, mas foi injetado 4 mg. Eu questionei a enfermeira, mas ela disse que estava certo”, lembra o pai.
 
Após receber o medicamento, o menino passou mal e teve que receber procedimentos de reanimação. Ele foi encaminhado à UTI, onde permaneceu por dois dias. “Ele foi para lá saudável e parou na UTI. Enquanto estávamos lá, nenhuma enfermeira veio pedir desculpas”, lamenta a mãe.
 
Um acusação formal foi feita pala família ao hospital. “Poderíamos ter voltado sem ele”, recorda a mãe. O hospital admite que houve erro de uma funcionária e lamenta o ocorrido. 
 
A direção informa que, após a formalização da acusação, foi realizada uma assembleia para a apuração dos fatos. Também foi ressaltado que a instituição se manteve à disposição da família. Por outro lado, os pais avaliam que salvar a vida de um ser humano é uma obrigação. 
 
Medidas administrativas são tomadas pelo hospital. “Não queremos que ela (a enfermeira) seja despedida. Apenas que as pessoas saibam do ocorrido. A consciência dela deve estar pesada, e esse erro não comete mais”, avalia Clayton.