#Pracegover Foto: na imagem há um homem de terno e um microfone
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O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira, 12, a apoiadores que o fechamento dos parques fabris da Ford no Brasil aconteceu porque a empresa “perdeu para a concorrência” e “em um ambiente de negócios, quando não se tem lucro, se fecha”. “Assim é na vida e na nossa casa”, completou o presidente que disse lamentar a escolha da montadora de encerrar a produção no País e do fechamento de 5 mil postos de trabalho.

Em dezembro do ano passado, a empresa comunicou um programa de investimentos de US$ 580 milhões (cerca de R$ 3,17 bilhões) na Argentina. Segundo Bolsonaro, “faltou à Ford dizer a verdade: eles querem subsídios”. O presidente da República afirmou também que a montadora recebeu R$ 20 bilhões em renúncia fiscal do governo e subsídios e questionou aos apoiadores se estes gostariam de continuar “dando R$ 20 bilhões a eles”.

Bolsonaro afirmou também que a Ford manteve a fábrica na Bahia até então “por decisão do senador Antônio Carlos Magalhães, o tal do ACM”, morto em 2007. O presidente elogiou o parlamentar que também foi governador do Estado e ministro das Comunicações durante o fim da ditadura militar.

“ACM podia ter todos os defeitos do mundo, mas era uma pessoa amada na Bahia”, disse Bolsonaro. “ACM lutou e a Ford ficou lá. Agora o governador de lá Rui Costa (PT), que tem senadores com ele, não teve a capacidade de se antecipar ao problema e buscar possíveis soluções”, disse o presidente. “Se bem que a solução que queriam buscar, repito, eram bilhões de reais a título de subsídios”, emendou na sequência.

De acordo com Bolsonaro, “negócio é negócio: deu lucro, o cara fica aqui. Não deu, fecha”. Nesta segunda-feira, dia 11, a montadora anunciou o encerramento da produção no País.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, também voltou a criticar hoje a decisão da Ford de fechar suas fábricas no Brasil. Em Brasília, disse que os argumentos da montadora “são meio fracos”, uma vez que optou por seguir operando na Argentina.

“A Ford ganhou bastante dinheiro aqui no Brasil, recebeu incentivos, então poderia ter esperado aí, né? A gente entende que no mundo inteiro a empresa está passando por problemas, a indústria automobilística está passando por problemas, está havendo uma mudança. Mas eu acho que nosso mercado tem plenas condições de assimilar, a partir do momento que se retomar a economia de uma forma normal. Aí vai fabricar na Argentina? Acho que os argumentos que ela colocou são meio fracos”, disparou o vice-presidente.