Amanda Menger
Tubarão

Quando se fala em bens públicos, o que se imagina? É inevitável dizer que são bens que pertencem a todos. Isso implica, conseqüentemente, que são construídos com o dinheiro de todos e, o todo, nestes casos, não é alguém em específico, mas eu, você, seu vizinho, a coletividade que ajuda a construir e que usufrui deste patrimônio.

Mas o que se observa no dia-a-dia é algo bem diferente. Parece que o público é de ninguém e, assim, não é valorizado. Aliás, é um alvo que pode ser destruído. Durante todo o ano passado, a Polícia Militar registrou 140 denúncias de depredações ao patrimônio público e privado. Nos três primeiros meses deste ano, foi registrada apenas uma queixa. Os números são baixos, porém, poderiam ser maiores se a população registrasse o boletim de ocorrência e acionasse a polícia quando visse um ato de vandalismo.

No fim do ano, um grupo de jovens foi surpreendido pela câmera de segurança instalada entre o calçadão e a rua Lauro Müller, no centro de Tubarão, ao tentar destruir o carro do Papai Noel. “A destruição do patrimônio público é um problema freqüente. Acredito que, com o aumento do efetivo da Guarda Municipal, poderemos atuar de uma forma mais efetiva e evitar este tipo de crime”, argumenta o secretário de segurança e trânsito, Adolfo Pinter.

Atualmente, o município conta com 20 guardas. Outros 20 foram aprovados no concurso público da prefeitura de Tubarão, realizado no início do ano. Ainda durante o período do Natal, em 2007, vários pinheiros que faziam parte da decoração natalina do centro da cidade foram arrancados.