Wagner da Silva
Braço do Norte

As constantes quedas de energia elétrica registradas nas últimas duas semanas em Braço do Norte preocupam a população, principalmente os empresários do setor de produção. A falha, segundo as cooperativas de energia de Braço do Norte e São Ludgero, é devido a um problema no sistema da Celesc, responsável pela subestação, localizada no município.

Terça-feira desta semana, alguns bairros de Braço do Norte – São Francisco de Assis, Texaco, Abissínia, Nossa Senhora de Fátima – e do município de Rio Fortuna ficaram sem energia por aproximadamente duas horas. O mesmo ocorreu com São Ludgero. O problema, conforme o engenheiro eletricista da Cerbranorte, Fabio Mouro, ocorreu após uma falha no sistema de controle da Celesc, há aproximadamente 15 dias, e ainda não foi corrigido. “O problema é de fácil solução. De Tubarão, eles mesmos solucionariam o problema via rádio. Mas, com a avaria no sistema, os técnicos têm que vir até a subestação para resolver. Com isto, perde-se tempo, já que é necessária cerca de uma hora para o deslocamento”, explica.

Para o engenheiro, o ocorrido é um desrespeito com o consumidor. “O bom funcionamento da subestação é compromisso da Celesc. Eles deveriam fazer uma manutenção periódica, o que não ocorre. A manutenção é feita somente quando há um problema. O resultado são centenas de pessoas sem energia”, acrescenta.
Em comunicado enviado à Cegero, de São Ludgero, técnicos da Celesc afirmam que o problema foi ocasionado por um desligamento no sistema da Eletrosul, em Tubarão. “Estamos pressionando a Celesc para que tome as medidas cabíveis, a fim de restabelecer o abastecimento de energia, sem interrupções. Este problema tem causado grandes prejuízos às empresas e consumidores da Cegero, assim como de toda região do Vale de Braço do Norte”, posiciona-se o presidente da Cegero, Danilo Niehues.

Calor excessivo pode ser a causa de apagões

O gerente de operação e manutenção da Celesc em Tubarão, Claudionor do Santos, informou que as quedas de energia elétrica, ocorridas nos últimos dias, podem ser efeito da temperatura elevada. Segundo ele, o foco do problema ainda não foi detectado. Equipes de Tubarão e Florianópolis da estatal trabalham na solução. “Acreditamos que o excesso de calor tenha afetado algum material. As temperaturas elevadas podem causar sobrecarga nos cabos. Nossas equipes fazem o mapeamento de vários pontos a fim de detectar onde pode ter iniciado o problema”, esclarece.

Ele afirma que, em mais de dez anos, não há registro de temperaturas tão elevadas na Amurel. “Não vamos ficar dando desculpas. Queremos solucionar o problema. Sabemos que as empresas não podem parar de produzir”, analisa.
O gerente acrescenta ainda que a Celesc pesquisa materiais que possam suportar as condições climáticas adversas. “Queremos garantir que isso não voltará a ocorrer”, pontua. Claudionor trabalha ainda com a possibilidade de que as quedas de energia constantes podem ter ocorrido por algo ter batido na rede ou ainda uma sobrecarga devido à manutenção na região.