Wagner da Silva
Santa Rosa de Lima

Representantes da comunidade de Rio dos Índios, em Santa Rosa de Lima, estiveram ontem no Ministério Público. O objetivo era entregar nova documentação e representar contra uma empresa de exploração de argila.
A decisão de informar o MP sobre a situação foi tomada após uma interdição do acesso e a assinatura de um termo de compromisso, entre a empresa Fontanella e a prefeitura, mas não cumprido, segundo o vereador Salésio Wiemes (PT) e o secretário de agricultura, Remi Beckhauser.

De acordo com eles, devido ao transporte com veículos pesados, mais de 100 famílias, cerca de 80 alunos e empresas, como laticínios, madeireiros, pousadas, têm dificuldade de acesso. “Muitos produtores estão com dificuldades em escoar a produção, alguns tiveram prejuízos por não conseguir utilizar o acesso. Precisamos de uma solução”, declara Wiemes.

A comunidade pede a suspensão da extração de argila até a solução definitiva do problema. “Esperamos que o MP tome uma decisão que possa solucionar o problema. Esta extração vai contra os projetos de desenvolvimento planejados pelo município”, argumenta Remi.

Manutenção da estrada

Na empresa Fontanella, a justificativa é que mais de R$ 650 mil foi investido em maquinário somente para a manutenção periódica da rodovia municipal. Além do pagamento dos impostos ao município.

“Legalmente, a responsabilidade é da prefeitura, mas assumimos um compromisso com a comunidade e estamos cumprindo. Cada manutenção gira em torno de R$ 11 mil. O valor é absorvido pela minha empresa, mas há outros usuários que não contribuem com este serviço. Isso também não é correto”, argumenta o empresário Ramiris Fontanella.
No período de dezembro de 2009 a fevereiro de 2010, não houve extração da argila, segundo o empresário. Mesmo assim, ele efetuou a manutenção do trecho.

O assessor Eduardo Schroeder informa que promotoria irá analisar e apurar as informações do documento deixado pelos representantes da comunidade, e depois dará um parecer.