Reunião foi considerada produtiva  -  Foto:Divulgação/Notisul
Reunião foi considerada produtiva - Foto:Divulgação/Notisul

Braço do Norte

Um dos principais nomes do agronegócio de Braço do Norte e região, o produtor Edésio Oenning visualiza a realização de um sonho. Após anos de conversas e estudos, a região está mais perto de exportar carne suína. Na última semana, uma comitiva de empresários exportadores da China e da Colômbia visitou o frigorífico catarinense para a troca de experiências. Além disso, no início do mês, o govenador Raimundo Colombo anunciou para até 60 dias a vinda de importadores da Coreia do Sul.  

“O mercado se conquista com amizade e com proposta concreta. Não adianta você tapear. Tem que ter coisa boa e, quando vender, tem que ter um cuidado muito grande”, ensina Oenning, que foi um dos primeiros a experimentar o mercado externo. Por conta própria importou gado do Canadá, Dinamarca e dos Estados Unidos.

Apesar da maior área de produção de suíno para exportação estar concentrada ainda no oeste de Santa Catarina, a proximidade de Braço do Norte com o Porto de Imbituba e o Aeroporto de Jaguaruna é o diferencial.

Cenário positivo
Como anfitrião do encontro, o presidente do Sindicato Rural de Braço do Norte, Edemar Della Giustina, destacou a parceria da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina. “Agora apresentamos a produção a fim de, possivelmente, alcançar novos clientes na China, um país que já possui uma exportação expressiva do estado”, declarou. 

O status sanitário é um dos diferenciais competitivos de Santa Catarina em relação a produtores de outras regiões. Trata-se do único estado livre de febre aftosa sem vacinação e também de peste suína clássica. Com cerca de 850 mil toneladas anuais de carne produzida e um rebanho estimado em sete milhões de cabeças, é o maior produtor do Brasil. Aproximadamente 35% da produção é exportado.

Para o presidente da Regional Sul da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Adir Engel, ainda há ajustes. “Em primeiro lugar precisa ter inspeção federal. Aqui apenas o Frigorífico Catarinense e o D’Perone têm. Mas daí ainda tem outras coisas. Cada país é uma exigência. Talvez em 2017 seja possível para alguns países apenas”, explicou.