Wagner da Silva
Braço do Norte

Em reunião fechada, a nova diretoria da Associação Empresarial de Braço do Norte (Acivale) tomará posse somente amanhã, mas já decidiu: a entidade se posicionará contra a instalação da Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC), em Anitápolis. A empresa pretende explorar uma mina de fosfato a céu aberto no município serrano pelos próximos 33 anos.

O futuro presidente da entidade, Silvio Bianchini, destaca as questões ecológicas como principal motivo para o posicionamento contrário da Acivale. Bianchini anuncia ainda que a entidade apoiará ONGs, como a Montanha Viva, e entidades como a Acolhida na Colônia e a Agreco.

“Não somos demagogos e partiremos para a ação. A região ficará apenas com o ônus desta atividade e não queremos este passivo ambiental. Outras realidades próximas mostram que não trará benefícios”, aponta Bianchini, ao lembrar do que ocorreu com a exploração do carvão na região sul: “A renda ficou na mão de poucos e, por muitos anos, a região sofrerá pelo impacto da atividade”, considera.

Apesar de não receber nenhum parecer técnico, Bianchini avalia que a característica voltada ao turismo dos municípios da encosta da serra geral determina o porquê da entidade não querer que a região corra riscos. O futuro presidente acredita que o turismo é a melhor alternativa de investimento. “A atividade gera renda e qualidade de vida aos moradores”, considera.

Outro argumento apresentado por Bianchini é canalizar ações para o desenvolvimento sustentável. Neste aspecto, ele elenca a pesquisa com materiais orgânicos para a produção de energia e fertilização natural como oportunidades a serem exploradas.