Wagner da Silva
Braço do Norte

A falta de vagas no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, reforça a necessidade de dar continuidade ao projeto de expansão do Hospital Santa Teresinha (HST), em Braço do Norte. A verba para a primeira etapa, que deveria ter sido liberada no ano passado, foi suspensa em função da crise econômica e da Gripe A.

Enquanto a obra não sai do projeto, o hospital referência sofre com a falta de leitos. Um HST maior atenderia a demanda do Vale e desafogaria as internações na instituição tubaronense: hoje, cerca de 40 leitos dos leitos são ocupados diariamente por pacientes de Grão-Pará, São Ludgero, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, Armazém, Gravatal e Braço do Norte.

Os registros do HNSC apontam que mais de 2,4 mil internações, no decorrer de 2009, foram de moradores dos municípios citados anteriormente. Ao projetar a nova estrutura, a diretoria do HST avaliou justamente a demanda regional em atendimentos de média complexidade. Mesmo com as instalações aquém do ideal, o hospital braçonortense também é referência e atende todo o Vale.

Para a administradora do HST, Maria Celir Tenfen, a Zê, a construção de um novo hospital auxiliaria a desafogar o HNSC. “Temos um bom relacionamento e vemos a dificuldade de atender a demanda. O que queremos é contribuir para minimizar este quadro, manter os pacientes na região e, assim, abrir vagas para as situações com maior complexidade”, salienta.

O projeto

Para a nova estrutura, de 14,4 mil metros quadrados, o Hospital Santa Teresinha tem apenas a promessa de liberação dos cerca de R$ 14 milhões necessários para a conclusão. A primeira etapa, a parte funcional, com 9,9 mil metros quadrados, contemplará os serviços de urgência e emergência e dispõe de 60 leitos de internação – dez de UTI -, além de toda a área de apoio industrial.
O HST já colhe os frutos de várias mudanças realizadas, tanto na estrutura física, como na oferta de especialidades. A população é mais participativa e já demonstra apoiar o investimento.

“Pretendemos humanizar o atendimento e atender as propostas do Ministério da Saúde. Deficiências existem, mas temos que trabalhar para minimizar todos os casos. Se a análise for aprofundada, as pessoas irão ver que o valor é pequeno se comparado ao benefício que poderá gerar ”, aponta a administradora do hospital, Maria Celir Tenfen, a Zê.

O apoio da sociedade ao projeto é fundamental. “Os representantes públicos e a comunidade regional devem avaliar a realidade e contribuir para a realização desta obra. Enquanto isso não ocorre, procuramos oferecer novas especialidades, para diminuir o êxodo a outros municípios”, explica a administradora.