Foto: Julio Cavalheiro | Governo do Estado

A falta de chuvas, em especial na região do Extremo Oeste, Oeste, Meio Oeste e Serra Catarinense já provoca danos nas lavouras e pomares do Estado.

Na região do Extremo Oeste, os agricultores estimam que pelo menos 50% na safra de milho já está prejudicada por causa da estiagem.

Na região serrana, danos severos já são percebidos nos pomares de maça e pera. O calibre (tamanho) dos frutos, principalmente da variedade Gala, também está comprometido.

Produtores de maça já registram perdas para a safra deste ano (foto: Portal São Joaquim Online)

A estimativa é que o volume de produção neste ano seja menor. E pior: se não chover regularmente neste e nos próximos meses, haverá danos também na safra de 2023 em grande parte da Serra Catarinense.

Isso porque as flores que se tornarão maçãs no próximo ano são formadas nesse ciclo. Em Urubici, a estiagem prejudica a produção de frutíferas e hortaliças.

A pecuária também tem sido afetada. O setor leiteiro é o mais prejudicado, já que a produção de milho não está se desenvolvendo como deveria.

Nesta terça-feira (4), um grupo de monitoramento, formado por diversos órgãos do Governo do Estado, foi convocado para avaliar a situação em tempo real e deflagrar ações imediatas para mitigar os impactos da estiagem em Santa Catarina.

“Em dezembro [de 2021] tivemos um déficit hídrico de até 80% e isso afetou diretamente a agropecuária catarinense”, atenta o secretário de estado da agricultura, da pesca e do desenvolvimento rural, Altair Silva.

Em reunião, nesta terça-feira (4), Estado anunciou investimento de mais R$ 100 milhões para mitigar os efeitos da seca (foto: Julian Wildner | Prefeitura Itapiranga)

No ano passado, o Estado investiu R$ 100 milhões para apoiar a construção de sistemas de captação, armazenagem e uso de água. Isso mostrou-se uma ação certeira e diminuiu a demanda nos municípios.

Contudo, o clima seco e a falta de chuva requer mais. Um dos planos é aplicar mais R$ 100 milhões já a partir deste início de ano para evitar que a agricultura e pecuária catarinense acumule ainda mais perdas.

O recurso será investido por meio do Programa SC Mais Solo e Água. O financiamento é feito sem juros ou com subvenção aos juros pelo Estado para apoiar a construção de sistemas de captação, armazenagem e distribuição de água no meio rural.

Em 2021, o programa beneficiou 2,4 mil produtores e atendeu 100 prefeituras com a transferência de recursos para adquirirem equipamentos. Para este ano e 2023, a ação já conta com mais R$ 200 milhões para serem investidos em projetos que assegurem cobertura do Estado em épocas de estiagem.

 

 

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