#ParaTodosVerem Na foto, um respirador pulmonar
- Foto ilustrativa | Divulgação

Santa Catarina obteve acesso a mais de R$ 13 milhões usados na operação de compra dos respiradores pulmonares nos primeiros meses da pandemia de Covid-19, em 2020. A decisão favorável foi proferida nesta terça-feira (2), durante sessão da 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça (TJSC), e acolhe o pedido apresentado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE/SC), no qual era defendido o direito do Estado ao imediato acesso do que foi depositado em juízo por duas das empresas envolvidas na operação: cerca de R$ 11,2 milhões pela Oltramed e pouco mais de R$ 2 milhões pela TS Eletronic. Conforme argumentação dos procuradores catarinenses, não há motivo para que a administração pública continue sem receber o montante, já que não há dúvidas sobre a origem desse recurso.

Para o procurador-geral do Estado, Alisson de Bom de Souza, a decisão foi um passo importantíssimo na recuperação dos valores pagos pelos respiradores pulmonares. “Manter esses recursos depositados em juízo prejudicaria todos os catarinenses, já que esse dinheiro, ao retornar aos cofres públicos, será agora aplicado em benefício da população catarinense”, destaca.  Durante a sustentação oral na sessão, o procurador do Estado Daniel Cardoso fundamentou o pedido de liberação dos recursos na necessidade de correta destinação do dinheiro do contribuinte. “O compromisso da administração pública não se esgota com a recuperação do dinheiro, mas com a sua devida aplicação na melhoria das condições de vida de toda a população catarinense. Por isso o montante deve ser imediatamente direcionado a isso”, afirmou.

Acompanhando a divergência aberta pela desembargadora Bettina Maria Maresch de Moura, o desembargador Sandro José Neis afirmou que “o Estado é vítima, pois pagou e não recebeu. Assim, é importante que ele seja ressarcido no menor tempo possível”. A transferência de parte do recurso (R$ 11,2 milhões) será efetivada após a manifestação do juízo no âmbito do processo que tramita na esfera criminal. Mesmo após a decisão que permite o retorno de mais R$ 13 milhões aos cofres públicos, o trabalho pela recuperação do valor integral continua. A PGE assegurou na Justiça o bloqueio de imóveis, participações em empresas e dinheiro, além da indisponibilidade (restrição de transferência) de veículos que supera os R$ 38,1 milhões. Outros mais de R$ 10 milhões são cobrados judicialmente da empresa importadora. 

Fonte: Procuradoria-Geral do Estado

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