#PraCegoVer Na foto, um suíno
Suinocultores de Braço do Norte e região farão um protesto para chamar a atenção dos governos federal e estadual para a situação nebulosa da cadeia produtiva - Foto: Julio Cavalheiro | Governo de Santa Catarina | Divulgação

O agronegócio é o carro-chefe da economia catarinense, responsável por quase 70% de toda exportação e por mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. As agroindústrias empregam mais de 60 mil pessoas de forma direta e contam com 55 mil famílias integradas no campo.

A produção catarinense é exportada para mais de 150 países, entre eles os mercados mais exigentes e competitivos do mundo, como China, Rússia e comunidade europeia.

E para manter a saúde de seus rebanhos, Santa Catarina reedita as normas que tratam de alimentação animal. A última foi a renovação da proibição de alimentar bovinos, búfalos, suínos, caprinos e ovinos com restos de comida ou resíduos de origem animal.

Com a medida, a Secretaria de Estado da Agricultura intensifica as ações para a qualidade do rebanho e também as condições sanitárias que fazem Santa Catarina ser destaque no cenário econômico mundial.

Os restos de alimentos, como os das refeições da família, de restaurantes ou hospitais, podem ser uma fonte de contaminação para doenças graves, como a peste suína africana, peste suína clássica e a febre aftosa.

Os animais devem ser alimentados com ração apropriada e isso é válido tanto para quem tem a criação para consumo próprio quanto para fins comerciais. “A ocorrência de qualquer uma dessas doenças pode trazer prejuízos incalculáveis para Santa Catarina”, alerta o diretor de defesa agropecuária da Cidasc, Diego Torres Severo.

 

Peste Suína Africana
A peste suína africana (PSA) está presente em mais de 50 países, entre eles, a República Dominicana e o Haiti, local onde houve o primeiro registro da doença no continente americano desde a década de 80.

A PSA é uma doença viral que não oferece risco à saúde humana, mas pode dizimar criações de suínos, pois é altamente transmissível e leva a altas taxas de mortalidade e morbidade. A última ocorrência de PSA no Brasil foi registrada em 1981 e, desde 1984, o país é livre de peste suína africana.

 

 

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