Depois de meses de empenho e dedicação está tudo pronto para a apresentação do espetáculo “Anita Garibaldi: a pequena de Morrinhos”, que será encenado nesta segunda-feira (27), a partir das 19h45, no teatro da Arena Multiuso Prefeito Estêner Soratto da Silva.

Para produzir o espetáculo, foram necessárias diversas etapas, passando pela formação dos professores que aprenderam mais sobre a vida e o contexto histórico da época em que a heroína viveu.

Além de pesquisa bibliográfica, o projeto contou com amplo estudo de indumentária e figurino, para retratar com toda a fidelidade as roupas da época. As costureiras Luciane Orlandi Schwabe e Mariane Orlandi de Oliveira se esmeraram na produção de mais de 400 peças, cujos detalhes de estampas, tecidos e aviamentos foram cuidadosamente escolhidos conforme os referenciais históricos. 

Para Luciane, a produção dos figurinos foi uma grande aula de história sobre a vida e a época de Anita Garibaldi, já que embora seja famosa, pouco se conta de todos os detalhes da vida dela.

A memória de Anita Garibaldi é importante para a compreensão de um traço da cultura tubaronense, mas pouco lembrado como parte de seu patrimônio cultural: o tropeirismo. Nascida no Rincão de Morrinhos, filha de tropeiro, toda a cultura tropeira foi a base de formação da menina Aninha Maria de Jesus Ribeiro, que desde pequena cavalgava pelos campos e via as tropas irem e virem de Lajes ao Litoral.

A museóloga do Museu Ferroviário, Silvana Silva de Souza, reforça que é fundamental compreender Anita Garibaldi também como um patrimônio cultural tubaronense. “Esse reconhecimento é importante para fortalecermos a identidade tropeira ligada à cultura local, mas que atualmente é pouco difundida como um traço legítimo de nossa história”, ressalta.

Realizado em parceria com o Museu Ferroviário de Tubarão e com a participação de alunos de 10 unidades escolares do Ensino Fundamental, da rede municipal, o projeto resultou em um rico processo de aprendizagem da história da região. “O público vai poder conhecer outros aspectos da história, por meio de um espetáculo produzido graças ao empenho de mais de 200 pessoas. É um grande trabalho pedagógico que envolveu diretores, professores e alunos”, analisa a coordenadora de Artes da Fundação Municipal de Educação e coordenadora geral do projeto, Cristina Gomes dos Santos.