Suelem Rodrigues Farias, 35 anos, é moradora de Joaçaba, e há dez anos estava cadastrada no banco para doação de medula óssea. Foi neste mês de outubro que Suelem teve a grande alegria de levar esperança a um paciente com câncer na cidade de SP.

O processo iniciou em setembro com o primeiro contato do REDOME, Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. Após renovação de cadastro e novos exames de sangue para o banco de doação, Suelem recebeu a notícia de uma possível compatibilidade. 

Depois da confirmação feita por meio de exames coletados pelo Hemosc em Joaçaba, foi marcada a cirurgia para realizar o transplante. 

“Tudo foi preparado por Deus, desde o primeiro contato e fico muito feliz por Deus ter me escolhido para cumprir com essa missão de ajudar uma vida. Quando recebi as confirmações sabia que Deus tinha preparado tudo e para mim foi um presente poder ajudar”, conta Suelem.

A primeira viagem foi no dia 9 de outubro, onde Suelem passou por novos exames para averiguar que estava tudo bem com sua saúde e que não oferecia risco para o paciente. Os exames foram feitos no Instituto Brasileiro de Controle ao Câncer, IBCC, e após o resultado, Suelem retornou para São Paulo no dia 21 de outubro para fazer então a cirurgia para a doação, que aconteceu na última terça-feira.

“A cirurgia foi nesta semana e graças a Deus deu tudo certo. A médica e o pessoal do hospital passaram todas as orientações necessárias em relação a alguns cuidados que preciso ter e em torno de 15 dias a medula óssea já se recompõe”, diz.

O REDOME foi quem organizou tudo relacionado às viagens, despesas e o hospital. Suelem contou com o apoio de sua família e seu marido que a acompanhou nas viagens. Nesta quinta-feira, 24, retornaram para Joaçaba.

“Me sinto muito honrada por Deus ter me dado essa oportunidade em ajudar. Me sinto realizada e feliz, pois é mandamento que devemos ajudar o próximo. E agradeço toda a minha família que me deu total apoio e carinho e, principalmente, ao meu esposo Michel, que me acompanhou e cuidou de tudo enquanto eu estava lá e a toda minha igreja, que ficou orando por mim, além disso, toda equipe de médicos e profissionais que me acompanharam nesse processo”, finaliza.

A identidade do receptor não é divulgada, mas a instituição repassa informações ao doador referente ao transplante e das condições do receptor.