Tubarão

Até 2005, Santa Catarina produzia pelo menos 4,1 mil toneladas de camarão  em cativeiro por ano. Naquele mesmo ano, o vírus da mancha branca atacou boa parte dos tanques e praticamente dizimou as fazendas do crustáceo. Cerca de 95% dos criados acumularam um prejuízo sem precedentes. Muitos ainda pagam as dívidas desta época.

Desde então, diversos estudos e tentativas foram feitos para tentar retomar a produção. Enquanto isso não ocorre, o professor e oceanógrafo Sérgio Antônio Netto, coordenador do laboratório de ciências marinhas da Unisul, em Tubarão, defende uma nova maneira de explorar estas áreas.
 
Ele aponta o ecoturismo como uma saída interessante para os produtores que perderam tudo com a crise. “Temos uma região selvagem, que está praticamente inexplorada”, argumenta. Para o especialista, as fazendas de cultivo aparentemente não têm salvação, porque o vírus permanece nos tanques. 
 
Outra alternativa, aponta Sérgio, seria explorar o potencial cultural de Laguna. “Temos uma cidade histórica. Podemos promover festivais, mostras, encontros de arte. Essa é uma maneira de manter o turista sempre por perto”, lembra Sérgio. Para ele, só assim seria possível oferecer à população que vivia do cultivo artificial uma alternativa de renda.