Tatiana Dornelles
Tubarão

A transferência da vinculação do escritório da Celesc em Lauro Müller para a regional de Criciúma causou ‘revolta’ entre os funcionários ontem. Hoje, os cerca de 260 trabalhadores podem paralisar na regional em Tubarão. O receio é que mais um escritório da estatal passe a ser subordinado a Criciúma: o de Orleans.
Ano passado, houve a tentativa de transferir estas duas agências (Lauro Müller e Orleans) para a região carbonífera. Entretanto, através de manifesto e abaixo-assinado dos funcionários (com mais de 200 assinaturas), o quadro foi revertido. Na época, o gerente regional em Tubarão, Gerson Bittencourt, afirmou ser “boatos”.

Agora, o que era boato virou realidade. Os funcionários da estatal receberam da empresa uma deliberação sobre a transferência da vinculação do escritório da Celesc de Lauro Müller para a regional de Criciúma. Segundo o documento, isso se deu “após ouvir a manifestação dos diretores técnicos e comercial” e devido “à proximidade do escritório à agência regional (de Criciúma)”.

“A nossa briga é para que fique como está. Tentaremos reverter este quadro e ainda tememos que Orleans seja transferido também. Isso gera diminuição no orçamento da regional, além de gerar menos economia à nossa região. A sugestão partiu dos diretores técnico, Eduardo Carvalho Citônio, e comercial, Carlos Alberto Martins, ambos naturais de Tubarão. Nossa cidade não pode perder para Criciúma”, reclama o eletriciário da Celesc Paulo Borba.

Os funcionários da estatal procurarão entidades de classe, como Acit e CDL, além de representantes políticos, para que apoiem na luta contra a transferência. “Isso enfraquece a regional de Tubarão. Os funcionários não querem que isso ocorra. O INSS é subordinado a Criciúma, o Deinfra e o Hemosc também. Daqui a pouco, perdemos a regional da Celesc em Tubarão”, adverte o eletriciário Narbal Machado Cardoso.
Gerson alega que foi uma decisão “puramente técnica”. “Como Lauro Müller é atendido através da linha de transmissão que vem de Siderópolis e a manutenção é dada pelo pessoal de Criciúma, a diretoria decidiu pelo atendimento através de Criciúma”, argumenta.

Celesc na capital
Em contato com a Celesc em Florianópolis, o responsável pelo assunto, o diretor técnico Eduardo Carvalho Citônio, estava em reunião fora da empresa ontem e não pôde atender a reportagem.