Tubarão

Parece coisa de cinema: em uma escola localizada em uma comunidade marcada pela violência e problemas sociais, alunos decidem contar em diários pessoais as suas próprias histórias. Um cotidiano repleto de dramas, mas também de muitos sonhos e esperança. Agora, os relatos transformam-se em um livro onde os autores são os personagens principais.

A trama, que em 2007 inspirou o filme Construtores da Liberdade, serviu de pano de fundo para contar a história real de 14 alunos da Escola Manoel Rufino Francisco, no bairro Passagem, em Tubarão. Amanhã, os alunos lançam o livro Construtores da Paz, uma coletânea de poesias e textos onde os pequenos cidadãos da 8ª série matutino, falam de si e de como a vida pode ser bela e cruel ao mesmo tempo, especialmente aos 15 anos.

Tudo começou em uma reunião pedagógica, onde a direção da escola passou o filme Construtores da Liberdade aos professores. “A história mexeu muito comigo e então tive a ideia de experimentar a proposta na escola”, explica a professora de português Débora Bernardo dos Santos, uma das organizadoras do projeto.

A professora mostrou o filme aos estudantes, depois, distribuiu cadernos e propôs um desafio: cada adolescente deveria escrever algo diariamente. O resultado foi tão surpreendente que seria egoísmo deixar algo tão bom apenas dentro dos limites da escola. Daí surgiu a ideia do livro. “Parecia algo impossível. Graças ao apoio da direção da escola e de alguns patrocinadores, hoje é uma realidade”, vibra a professora.

Lançamento
O livro Construtores da Paz tem 30 páginas e será lançado amanhã, às 20 horas, na Escola Manoel Rufino Francisco, no bairro Passagem.