Com a reabertura do comércio hoje (13), em Tubarão, após quase 30 dias de portas fechadas, as atenções se voltam agora para as medidas de prevenção que devem ser adotadas, o que também gera uma ansiedade quanto ao comportamento de todos e suas consequências. Lojistas e consumidores devem seguir as regras (veja abaixo) estabelecidas por decreto estadual.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Rafael Gomes Silvério, está otimista dentro de um processo gradual na retomada da normalidade.

Higienização
Para a prevenção na reabertura das lojas, a CDL, em parceria com a Higienelar, fez ontem (12) a higienização das fachadas das lojas e das calçadas nas principais ruas comerciais com maior fluxo de pessoas. O trabalho ocorreu entre 7 e 14 horas, e seguiu todas as normativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e do governo do estado em cumprimento às medidas de prevenção quanto à desinfecção dos locais. A metodologia adotada foi a pulverização.

Para o presidente, com isso foi dada a largada de preparação para a reabertura. “Era o que todos esperavam, não somente os lojistas, mas também os colaboradores, pela retomada das atividades do comércio. Mesmo que de forma lenta, que consigamos pegar o ritmo de crescimento da economia, para garantir emprego e renda”, enfatiza.

Mas Rafael reconhece que não há como se iludir, porque se os números de contágio seguirem uma linha crescente, corre-se novamente o risco do isolamento social voltar. Por isso, segundo ele, cabe aos empresários aplicar todos os esforços para que isto não ocorra, seguindo com rigidez todas as normas de higienização, fluxo de clientes e segurança. Orienta que é preciso triplicar a limpeza da empresa, fazendo a higienização completa do ambiente antes e depois do atendimento.

Presidente também alerta que não se deve ter constrangimento quanto ao uso de máscaras e luvas por parte dos colaboradores e que se promova uma escala de revezamento, evitando que o ambiente fique com aglomeração. Outra orientação é para que os lojistas possam oferecer luvas aos clientes para que manuseiem as mercadorias sem medo.

Rafael considera que, com a aplicação de todas as normas de higienização, evitando aglomerações, controlando o fluxo de acesso às lojas e com o bom senso de cada um, lojistas, colaboradores e clientes, tudo voltará ao normal. “Cada um tem que fazer a sua parte de forma correta, garantindo a segurança de todos. Só desta forma vamos seguir abertos e voltando gradualmente à normalidade”, conclui.

Normas para o comércio estabelecidas pelo decreto

Art 4º – Os estabelecimentos de comércio de rua em geral deverão cumprir as seguintes obrigações:

I – não é permitida a prova de vestimentas em geral, acessórios, bijuteirias, calçados, entre outros;

II – os provadores, se houver, deverão estar fechados;

III – o número de clientes dentro do estabelecimento não pode ultrapassar 50% de sua capacidade;

IV – todos os produtos que forem adquiridos pelos clientes deverão ser limpos previamente ao uso, sendo está uma orientação dada pelo estabelecimento;

V – todos os produtos expostos em vitrine deverão ter sua higienização realizada de forma fequente, recomenda-se redução da exposição de produtos sempre que possível;

VI – os estabelecimentos de cosméticos ficam proibidos de ter mostruário disposto ao cliente.