A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça que geralmente acomete pacientes mais jovens. As mulheres são mais afetadas que os homens, mas pode ocorrer com eles e também em crianças.

Segundo a médica neurologista Aline Scarlatelli, do Centro Médico Unimed, a doença é caracterizada por uma dor de cabeça, de moderada e de mais forte intensidade, que vem acompanhada de intolerância à luz e ao barulho.

Quando o paciente está em uma crise, prefere ficar em um canto mais quieto, num ambiente mais escuro. A enxaqueca pode acontecer com maiores frequências, as vezes semanais, mensais e até diárias.

Em todos os casos, é importante se fazer uma avaliação com um médico, de preferência com um neurologista para se ter um diagnóstico de que a dor de cabeça realmente se encaixa dentro dos critérios de enxaqueca ou se pode estar associada a outro tipo de dor.

“Lembrando que o sintoma de dor de cabeça pode estar envolvido tanto em doenças primárias, como enxaqueca, cefaleia tensional e cefaleia em salvas, quanto um sintoma de uma outra doença subjacente”, ressalta Drª Aline.

Dá como exemplo a aneurisma cerebral, tumores cerebrais e meningites, acrescentando que é sempre importante que se faça uma avaliação especializada para saber qual o tipo de dor de cabeça.

 

Genética

A neurologista acentua que as mulheres são as mais acometidas pela doença, principalmente as em estado fértil. Segundo ela, existe, muitas vezes, um histórico familiar positivo com uma tendência genética à dor e que pode piorar no período menstrual.

“Algumas mulheres melhoram durante a gravidez e durante a fase do climatério, depois da menopausa. Mas em outras podem continuar com a dor tanto durante o período da gravidez quanto no climatério”, pontua.

Algumas pacientes necessitam do uso de medicação, que são os profiláticos para evitar que a dor de cabeça aconteça. Mas no momento que já estiver acontecendo a crise da enxaqueca, em geral se faz uso de medicações para aliviar a dor.

“Mas é importante saber que nem sempre a medicação é o único tratamento. Medidas comportamentais com alterações de hábitos de vida, cuidados com alimentação, sono, prática da atividade física e medidas de relaxamento, ajudam em muito no tratamento da enxaqueca”, orienta.

Para a Drª Aline Scarlatelli, é totalmente possível viver bem com a doença. É para isso que se faz o tratamento visando melhora de qualidade de vida, de funcionalidade, redução dos dias de dor, redução de faltas ao trabalho e melhora da produtividade.

“Apesar da característica principal da enxaqueca ser a dor de cabeça, sabemos que os sintomas que acompanham esta doença vão muito além do que só o sintoma de dor. É frequente que a paciente com crise de enxaqueca se sinta mais cansada, com dificuldades para pensar, fadiga, alteração de sono e de humor. Tudo isto tem um impacto importante na vida deste paciente”, conclui.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação

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