A ENGIE Brasil Energia (EGIE3) registrou receita operacional líquida de R$ 3,1 bilhões no segundo trimestre de 2021, resultado R$ 446 milhões (16,6%) acima do apurado no mesmo período do ano passado, dos quais R$ 342 milhões motivados pelo segmento de transmissão. O Ebitda consolidado atingiu R$ 1,4 bilhão, queda de 4,4% (R$ 63 milhões) em comparação ao ano anterior. Desconsiderando efeitos não recorrentes, a variação passaria de um efeito negativo para um positivo de R$ 252 milhões (alta de 19,7%), mesmo diante de um cenário hidrológico desafiador.

Já o lucro líquido totalizou R$ 319 milhões no trimestre (-58,4% em comparação ao 2T20) e R$ 848 milhões no semestre (-33,6% comparado ao 1S20). “A queda do lucro líquido foi motivada principalmente pelo impacto do IGP-M sobre as concessões a pagar e pelo impairment sobre o investimento no Complexo Termelétrico Jorge Lacerda registrado no trimestre. Excluindo-se efeitos não recorrentes, o lucro líquido reduziu 28,0% no comparativo entre o 2T21 e o mesmo período de 2020, totalizando 13,5% na comparação do primeiro semestre”, ressaltou o Diretor Financeiro da ENGIE Brasil Energia, Marcelo Malta.

A mesma aceleração da inflação que impacta na correção das concessões, está gerando aumento no preço médio de venda de energia, com consequente incremento na receita da energia vendida. No 2T21, o preço médio de venda de energia atingiu R$ 205,35/MWh, 4,9% superior ao obtido no 2T20. A quantidade de energia vendida em contratos manteve-se estável entre os períodos comparados, tendo reduzido 0,4%.

No 2T21, as usinas operadas pela ENGIE Brasil Energia atingiram índice de disponibilidade de 97,3%, desconsiderando-se as paradas programadas, sendo 99,9% nas usinas hidrelétricas, 85,8% nas termelétricas e 92,1% nas usinas de fontes complementares — PCHs, biomassas, eólicas e fotovoltaicas.

A produção de energia elétrica nas usinas operadas pela Companhia foi de 7.242 GWh no 2T21, 51,4% superior à produção do 2T20. Do total gerado, as usinas hidrelétricas foram responsáveis por 4.464 GWh; as termelétricas, por 1.466 GWh; e as complementares, por 1.312 GWh. Esses resultados representam, respectivamente, elevações de 59,5%, 64,5% e 19,9% na geração das usinas hidrelétricas, termelétricas e complementares, em comparação ao 2T20.

“Evoluímos no desempenho operacional mesmo diante do mais desafiador cenário hidrológico dos últimos 91 anos. O avanço da operação comercial de Campo Largo II, combinado com a alta incidência dos ventos na Região Nordeste, contribuiu para o incremento da geração eólica no período”, destaca o Diretor-Presidente e de Relações com Investidores, Eduardo Sattamini. “Além disso, estamos colaborando para a descarbonização da matriz elétrica brasileira com a entrada em operação antecipada das linhas de transmissão de Gralha Azul e Novo Estado em relação ao prazo limite do contrato de concessão, assegurando a chegada da energia gerada a partir de fontes renováveis para seus mercados consumidores”, complementa o executivo.

A posição de caixa segue confortável, na ordem de R$ 5,1 bilhões, e a relação dívida líquida/Ebitda permanece em níveis reduzidos de 1,9x. A previsão de investimentos para o ano se mantém em R$ 3,7 bilhões.

O Conselho de Administração da Companhia aprovou a distribuição de dividendos intercalares adicionais de R$ 789,5 milhões (R$ 0,9676321449/ação), equivalente a 100% do lucro líquido ajustado do primeiro semestre de 2021.

Venda dos ativos a carvão e substituição da capacidade térmica por renovável

Em linha com a estratégia global do Grupo ENGIE para descarbonização do portfólio com o objetivo de direcionar investimentos para energia renovável e infraestrutura, a ENGIE Brasil Energia evoluiu nas negociações de venda dos seus ativos a carvão no Brasil.

Neste período, houve avanço significativo na negociação de venda do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda para a FRAM Capital, cuja proposta deve evoluir para a assinatura do contrato de venda até o final de agosto de 2021, embora ainda com condições precedentes a serem cumpridas. Além disso, o processo de venda da Usina Termelétrica Pampa Sul continua seguindo sua programação, com expectativa de conclusão ainda neste ano.

Com o objetivo de promover a substituição gradual da capacidade termelétrica pela geração a partir de fontes renováveis, foi instalado pelo Conselho da Administração um Comitê Especial Independente para Transações com Partes Relacionadas, cuja responsabilidade é avaliar a aquisição dos Conjuntos Fotovoltaicos Paracatu (MG) e Floresta (RN), com capacidade instalada total de 259,8 MWp. Os ativos foram contratados pelo prazo de 20 anos no 2º Leilão de Energia Renovável de 2015, pela Solaire Direct, empresa adquirida pelo Grupo ENGIE naquele ano.

 

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