Foto: Miriam Zomer/Alesc/Divulgação

Desde 2015, a ENGIE, em nível mundial, adotou sua estratégia de negócio baseada nos conceitos de 3 Ds: Descarbonizar, Descentralizar e Digitalizar. No Brasil, a aplicação da estratégia de descarbonização está em curso desde 2017, quando a ENGIE Brasil Energia optou por negociar seus ativos movidos a carvão no país. De lá pra cá, as possíveis negociações não evoluíram, o que fez com que a empresa estudasse outros cenários.

Em outubro a ENGIE Brasil Energia organizou uma equipe de estudos responsável por analisar o melhor encaminhamento para o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, a qual já iniciou seus trabalhos. O foco está em buscar soluções que coloquem em prática a estratégia global do Grupo ENGIE de descarbonizar o portfólio, e, principalmente, equacionem os possíveis impactos ambientais e sociais da região.

No momento três alternativas de solução são cogitadas:

1 – Venda do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda desde que exista um equilíbrio entre os riscos e as condições financeiras apresentadas;

2 – Uma solução envolvendo o poder Federal como, por exemplo, a devolução para a União, a venda para Eletrobras ou suporte do governo federal no sentido de viabilizar uma proposta de compra de um novo comprador equilibrando os riscos;

3 – Manter o controle do ativo e estudar o seu descomissionamento de forma faseada (tomar as providências necessárias para a desativação de uma instalação ao final de sua vida útil), buscando utilizar os recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para amenizar os efeitos socioambientais.

Em nota, a assessoria de imprensa disse que as três alternativas estão sendo trabalhadas em paralelo e não existe uma decisão definitiva sobre o tema e que a Companhia já está planejando e estudando as ações necessárias para o cenário de descomissionamento do Complexo, opção que envolve uma série de preparativos, tanto técnicos como socioambientais.

“Caso este seja o caminho traçado, a Companhia estará preparada, assim como os diversos públicos impactados, para efetivar a decisão. Para este cenário, de descomissionamento faseado, a sequência inicialmente concebida de desligamentos seria a seguinte:
• UTLA: unidades 1 e 2 em dezembro de 2021
• UTLA: unidades 3 e 4 em dezembro de 2023
• UTLB e UTLC em dezembro de 2025

Importante citar que novas obras em andamento no sistema de transmissão em Santa Catarina, com operação comercial previstas para 2021, garantirão o adequado suprimento de energia para o Estado mesmo com o descomissionamento das unidades geradores de Jorge Lacerda.

Atualmente, a Companhia possui mais de 90% de sua capacidade instalada no Brasil proveniente de fontes renováveis, como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e biomassa. O nosso compromisso é de seguir atuando para reduzir emissões e ajudar o Brasil na busca pelo desenvolvimento sustentável e no enfrentamento das mudanças climáticas”.

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