Wagner da Silva
Braço do Norte

Após inaugurar a nova subestação para suprir o déficit de energia na região, a Cooperativa de Eletrificação de São Ludgero (Cegero) confirma um investimento superior a R$ 2,7 milhões para dobrar a capacidade de reserva. Para evitar um possível blecaute, a cooperativa dispensou mais de R$ 8 milhões na construção da subestação, feita em parceria com a Celesc.

Com a execução desta segunda etapa, a prestadora de serviço reforça o objetivo de garantir o fornecimento de energia com qualidade aos consumidores, com foco no desenvolvimento do município. O valor foi disponibilizado para a compra e instalação de mais um transformador e alguns acessórios.

Segundo o presidente da Cegero, Danilo Niehues, os investimentos não devem parar nisto. Ele antecipa que outros projetos serão implementados ainda neste ano. “Agora que já temos a subestação, a meta é investir em equipamentos para reserva e, com isso, reforçar e garantir o fornecimento de energia”, valoriza Danilo. Atualmente, a Cegero atende pouco mais de quatro mil consumidores.

Conforme o cronograma da cooperativa, o novo transformador deverá entrar em funcionamento até outubro deste ano. “Se o crescimento de demanda continuar na média observada nos últimos anos, teremos garantia de energia por mais duas décadas. Mas esta é uma projeção que depende exclusivamente da demanda. Além disso, com este segundo transformador temos tranquilidade técnica. Se um der problema, o outro consegue atender a demanda sem comprometer o abastecimento”, enfatiza Danilo.

Saiba mais
O engenheiro eletricista da Cooperativa de Eletrificação de São Ludgero (Cegero), Adriano Maurici, específica que o novo equipamento adquirido pela empresa trata-se de um transformador Toshiba de 138 kV, 20/26 MVA. O equipamento é similar ao da Weg, já instalado na primeira fase da obra. A previsão é que o sistema funcione com menos de 50% de sua real capacidade. “Não tínhamos nada de reserva. Se houvesse algum problema no atual transformador, o abastecimento ficava comprometido. Agora, ao menor sinal de falha, o segundo equipamento tem capacidade para trabalhar sozinho e garantir a distribuição”, detalha Adriano.