Brasília (DF)

A diretora-executiva da Associação Brasileira das Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE), Sílvia Calou, afirmou, nesta sexta-feira, que uma eventual crise de energia, por causa da escassez de chuvas no país, poderá refletir em aumento da tarifa para os consumidores residenciais.

Ela garantiu, entretanto, que não haverá tarifa extraordinária. “O período é crítico. Nós estamos em estado de alerta, preocupados com questões de atendimento, custo de energia e, também, com as chuvas”, alertou Sílvia.

Segundo ela, a situação, apesar de preocupante, pode reverter nos próximos meses. O período úmido, que começou em dezembro, segue até o fim de março. Dependendo do volume de chuvas que cair até lá, os problemas enfrentados hoje poderão ir por ‘água abaixo’. É preciso, contudo, que haja uma onda de chuva considerável e que ocorra nos lugares acertados, como as cabeças dos rios e os reservatórios das hidrelétricas, explicou.

No entanto, a diretora frisa que ainda é cedo para quantificar o impacto decorrente da crise. “O preço, nesse momento, depende muito das chuvas. Se não vier em volume considerável (de chuva), há sim uma tendência desse custo aumentar, porque vão entrar (em operação) essas térmicas a óleo diesel ou óleo combustível, que são térmicas muito caras. Hoje a energia provém, na maioria de termelétricas”, admitiu.