A endoscopia digestiva não se limita a realização de diagnósticos de refluxos, gastrites e úlceras. Suas funções vão muito além dessas descobertas. É também uma ferramenta importante para detecção e remoção de cânceres. Procedimentos realizados no Centro de Doenças do Aparelho Digestivo do Complexo Médico Provida.

“Por meio de uma endoscopia, é possível retirar tumores malignos e benignos, localizados no estômago, no esôfago ou no intestino, desde que as lesões sejam detectadas precocemente. Por isso, a importância de fazer check-ups e exames periódicos”, ressalta o diretor e médico cirurgião e endoscopista do aparelho digestivo, Dr. Jaime César Gelosa Souza (CRM: 11.683 /RQE: 11.320).

A técnica de remoção por endoscopia, é geralmente, a mucosectomia que consiste na retirada de lesões gastrointestinais presentes nas camadas superficiais da parede do tubo digestivo.

“Em muitos casos é usado uma corrente elétrica para cauterizar as lesões e impedir o sangramento, e se necessário, utilizar outros materiais, como clips e agentes hemostáticos. Para o procedimento, deve-se seguir critérios técnicos de segurança, não podendo ser lesões avançadas”, explica.

Remoção de tumores

O procedimento é realizado, via endoscópica, em caráter ambulatorial, com a presença de um anestesista, sem necessidade de internação do paciente.

Endoscopia para tratamento de Obesidade

A causa da obesidade é considerada multifatorial, sendo uma porta de entrada para muitos problemas de saúde. Diante desse desafio, a endoscopia pode ser um caminho para o tratamento, inclusive para pacientes que já foram submetidos a cirurgia bariátrica e com o passar do tempo, apresentaram reganho de peso.

“Hoje temos condições de tratar endoscopicamente o reganho de peso após a bariátrica, situação que ocorre em uma pequena parcela de pacientes, fazendo procedimentos junto ao estomago operado, diminuindo o calibre desse estômago, para uma nova perda de peso. Os tratamentos endoscópicos, também são indicados com a combinação com tratamentos clínicos”, destaca Dr. Jaime.

Conforme o médico, por exemplo, combinar a colocação de um balão intragástrico associado a uma terapia medicamentosa. Indicação, em parceria, com um endocrinologista, para o uso de alguns análogos de hormônios que apresentem resultados positivos.

“A colocação do balão intragástrico é indicada geralmente para as pessoas que não possui peso mórbido para a bariátrica e também aos que tem obesidade muito severa. Já a aplicação de argônio, é uma hemostasia, uma queimadura ao redor da costura entre o estômago e o intestino, diminuindo o diâmetro, devolvendo aos pacientes a sensação de saciedade, que ele tinha logo após a cirurgia”, completa.

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Fonte: Provida