Wagner da Silva
Braço do Norte

Neste domingo, o salão paroquial da igreja matriz de Braço do Norte será o palco para um encontro de uma das mais tradicionais famílias da município: os Meurer. Mais de mil pessoas são esperadas para o segundo encontro dos descendentes. O primeiro foi em 2007, no Paraná. Tudo é organizado por Edílson Heidemann Meurer.

Alguns descendentes do Vale do Braço do Norte participaram do encontro e decidiram trazer a segunda edição para o estado. “O evento é sempre realizado no último domingo de janeiro. Já temos pessoas confirmadas do Paraná, Tocatins, Mato Grosso do Sul, Rondônia. É um momento familiar em que se reúnem várias gerações”, valoriza o organizador.

Um documentário sobre a família Meurer é preparado. “Já existe um livro publicado e também site oficial. A ideia é resgatar as origens da família para que a nossa história não se perca”, enfatiza Edílson.

A ideia é compartilhada por outro membro da comissão organizadora da festa, Dorivaldo Meurer. “Quando uma família reúne-se, os laços de amor ao próximo renovam-se. Histórias marcantes são relembradas e emocionam”, observa.

Primeiro descendente chegou a Santa Catarina em 1828
A família Meurer iniciou sua história em Santa Catarina, em 1828, quando Matthias Meurer saiu da Prússia e aportou no Rio de Janeiro, então capital do Império. Ele e a esposa chegaram ao estado no dia 12 de novembro do mesmo ano, no brique Marquez de Vianna. Em menos de cinco meses alcançaram São Pedro de Alcântara, a primeira colônia alemã de Santa Catarina. O casal teve oito filhos.

O segundo a chegar foi Peter Meurer. Ele também saiu da Prússia, mas se instalou na colônia de Santa Isabel, fundada em 1847, onde hoje ficam as cidades Águas Mornas e Rancho Queimado, na região da serra catarinense. Peter teve 13 filhos.

Também em 1847 foi fundada a colônia Piedade, onde hoje é a Armação da Piedade, no município litorâneo de Governador Celso Ramos, no Vale do Itajaí. Ali moraram Franz Meurer e Johann Adam Meurer. Ele teve vários descendentes. Johann morreu sem ter filhos.

Diferente das outras duas colônias, esta era formada por 150 pessoas e desapareceu em poucos anos. O local onde foi fundada era impróprio à agricultura. Muitos mudaram para a colônia Leopoldina – fundada em 1848, onde hoje fica o município de Antônio Carlos – e para Biguaçu.