Tubarão

A Fiesc, por meio do Sesi, realizou ontem à tarde, em Tubarão, o workshop Aliança Saúde Competitividade, para discutir os desafios e perspectivas sobre a saúde e segurança do trabalhador. O encontro ocorreu no auditório do Sesi.

Os participantes, representando os mais diversos segmentos da indústria, se dividiram em grupos para propor diferentes soluções aos temas propostos. A diretora do Sesi Regional Sul, Jovilde Parisotto, afirma que as ideias vão ser levadas adiante, nas atividades promovidas pelo Sesi.

O superintendente do Sesi/SC, Fabrizio Machado Pereira, participou do evento e alertou que as doenças crônicas já são um problema maior para o país do que as enfermidades transmissíveis. Aliado a isso, quase a metade da população adulta é sedentária, ou seja, não pratica nenhuma atividade física.

Segundo a supervisora de Engenharia de Segurança do Trabalho do Sesi/Fiesc, Migliane Réus de Mello, os afastamentos por doenças representam prejuízos às empresas. São custos diretos, como a perda de produção, custos indiretos, como o pagamento elevado de Seguro Acidente do Trabalho (SAT), e ainda os impactos sociais, verificados principalmente na Previdência Social.

“A cada dez afastamentos, quatro são por doenças crônicas”, diz Pereira. Ele critica a falta de políticas públicas que promovam hábitos saudáveis, como também a ausência de incentivos fiscais a empresas que se preocupam com o estilo de vida mais saudável entre os empregados.

“Acham que é uma ação altruísta cuidar do funcionário. É um investimento, porque a doença crônica é para a vida toda”, defende. Por ano, segundo ele, as organizações gastam cerca de R$ 25 bilhões em despesas diretas relacionadas a problemas de saúde dos funcionários.

Pereira explica que as pessoas estão vivendo mais e que, por isso, o mercado de trabalho deve estar preparado. “As empresas têm de estar preparadas para receber gente de mais idade”, afirma. A iniciativa do workshop é da Aliança Saúde Competitividade, também ligada à Fiesc.