Tubarão

O dia 24 de março de 1974 será sempre lembrado na história de Tubarão.A data foi marcada por uma inundação dolorida na cidade, que deixou 199 mortos e desabrigou aproximadamente 65 mil pessoas. Na época, o rio Tubarão ficou acima da marca de 10 metros e transbordou. Até hoje, quem passou pelo caos, afirma que o cenário foi sombrio.

Pelos relatos publicados nos jornais e livros escritos sobre a tragédia é possível perceber o tamanho do estrago e a força da população em reerguer a Cidade Azul. Se ‘Águas de Março’ tornou-se uma famosa canção brasileira de Tom Jobim, as águas de março de 1974 levaram o município a ser conhecido nacional e internacionalmente de forma trágica.

De acordo com o professor e vereador Maurício da Silva, outra inundação, com o crescimento exponencial da população, principalmente às margens do rio, causaria uma tragédia bem superior que a de 1974. “Para que isso não ocorra, o Conselho Municipal de Segurança, a Associação Regional de Engenheiros e Arquitetos, Defesa Civil, Prefeitura e Câmara Municipal de Tubarão realizam Seminários desde 2008.Neles, são apresentadas formas de manter aquela tragédia na memória coletiva, de prevenção e de reação eficiente”, destaca.

Com os anos, a tristeza pela dor da perda ao sentimento de alegria pela reconstrução. Este ano, mais uma vez as lembranças vem a tona. A maior ‘tragédia’ da história do município e do Estado completa 44 anos, neste sábado. “ Os Seminários têm se constituído em valiosíssimo instrumento de veiculação de conhecimento sobre o tema e de alerta – ou pressão – sobre as autoridades. Outra enchente em Tubarão não mais será compreendida como fatalidade, mas como criminosa omissão, visto que tantos são os alertas do próprio Rio, as tecnologias que permitem prevenção e os milhões de reais públicos desperdiçados pela incompetência ou drenados para a corrupção”, enfatiza o docente.