Laguna

O estado de saúde da baleia franca encalhada há uma semana na praia da Itapirubá, em Laguna, permanece inalterado. O corpo técnico da coordenação da operação preocupa-se agora em conseguir os materiais necessários para um novo procedimento de eutanásia, já que não é possível estimar por quantos dias mais o mamífero ainda poderá sobreviver.
Não há data para a nova tentativa. A primeira foi feita na noite da última sexta-feira, entretanto, a baleia franca resistiu aos sedativos e relaxantes aplicados, e continua viva.

As médicas veterinárias Kátia Groch e Cristiane Koslenikovas acreditam que, além do tamanho e peso do mamífero, o fato de estar encalhado em uma região de clima frio é um dos fatores que contribuem para este cetáceo resistir por tanto tempo.
Além disso, o fato de ter migrado com alta reserva de gordura também faz com que ela resista por muito mais tempo. As baleias da espécie franca têm hábitos costeiros, habilidade para se manterem sem encalhar em locais rasos. Isto faz com que casos de encalhe sejam raros, se comparados a outras espécies de mamíferos aquáticos.

Por conta disso, os especialistas cogitam a possibilidade de que o encalhe seja decorrência de uma doença pré-existente. Materiais como o borrifo (ar expelido pelos pulmões) foram coletados e são analisados. Além disso, após a constatação do óbito do animal, os órgãos vitais serão removidos e estudados a fim de se obter mais informações sobre o animal.