#PraCegoVer Na foto, o helicóptero do SaraSul presta atendimento de emergência para um enfermo
SaraSul já realizou mais de 200 missões aeromédicas nos municípios do Sul de Santa Catarina - Foto: SaraSul | Divulgação

A diretoria do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (CIM-Amrec) foi surpreendida na manhã desta quinta-feira (12) com um ofício da OZZ Saúde, responsável pela gestão do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico do Sul (SaraSul). No documento, a empresa solicita o rompimento do contrato para a prestação do serviço. O CIM-Amrec tenta falar com os gestores da OZZ Saúde desde a última terça-feira (10), quando uma notificação judicial chegou à Associação tratando de um bloqueio de recursos para o pagamento de um dos servidores do SaraSul. A ordem da Justiça foi recebido com espanto, já que os municípios que dividem os custos operacionais do serviço aeromédico fazem repasses mensais para a OZZ Saúde e nunca houve atraso.

#PraCegoVer Na foto, autoridades da Associação dos Municípios da Região Carbonífera em uma reunião
O CIM-Amrec tomou conhecimento da situação depois que recebeu uma notificação judicial para bloqueio de recursos para o pagamento de um dos servidores do SaraSul – Foto: Sandro Marques Martins | Amrec | Divulgação

“Tentamos contato com os gestores [da OZZ Saúde] em Florianópolis e Curitiba, mas não encontramos ninguém. Também contatamos a assistência jurídica, mansos foi informado que eles não prestam mais serviço para a OZZ. Então fizemos contato com os profissionais do SaraSul e descobrimos os salários estão atrasados há dois meses e há falta de materiais para a prestação dos atendimentos. Já tratávamos da solicitação de rescisão de contrato quando recebemos o pedido da empresa hoje [quinta-feira, 12]”, detalha o prefeito de Cocal do Sul e presidente do CIM-AMREC, Fernando de Fáveri. A OZZ é a mesma que administrava o Samu, até 31 de dezembro de 2021.

Segundo ele, os municípios repassam para a OZZ Saúde, por meio do CIM-AMREC, o valor de R$ 96.233,86 por mês. Agora é buscada uma forma de reaver o recurso não repassado nos últimos dois meses aos servidores. O presidente do consórcio antecipa que após a rescisão contratual será feito um contrato emergencial de seis meses, tempo que ele acredita ser suficiente para a realização de uma nova licitação para encontrar outra gestora do serviço. Paralelamente, o CIM-Amrec comprometeu-se a efetuar a compra do material que falta enquanto o contrato emergencial não é finalizado.

Fonte: Associação dos Municípios da Região Carbonífera
Edição: Zahyra Mattar | Notisul

Entre em nosso canal do Telegram e receba informações diárias, inclusive aos finais de semana. Acesse o link e fique por dentro: https://t.me/portalnotisul