Conforme o projeto, a ponte de concreto sobre o Rio Congonhas terá 42 metros de extensão e oito de largura. A atual passagem de madeira ficará ao lado e não será demolida
Conforme o projeto, a ponte de concreto sobre o Rio Congonhas terá 42 metros de extensão e oito de largura. A atual passagem de madeira ficará ao lado e não será demolida

 

Angelica Brunatto
Tubarão
 
Hoje é o último dia para que alguma das nove empresas que disputam a  construção da passagem de concreto sobre o Rio Congonhas, na divisa entre Tubarão e Jaguaruna, entrem com recursos quanto a fase de habilitação. Até ontem à tarde, apenas uma havia feito o requerimento: a Saneiro, de Tubarão. A empresa não havia sido considerada apta a continuar no processo.
 
Com isso, a comissão de licitação da prefeitura de Jaguaruna tem mais cinco dias úteis, contados a partir de hoje, para analisar o pedido.
 
Se não houverem novos recursos, a abertura dos envelopes com as propostas de preço  poderá ser feita na quarta-feira da próxima semana. Vencerá a empresa que oferecer o menor preço para executar a obra.
 
Como este é um ano eleitoral, os prazos devem ser cumpridos à risca. O primeiro repasse do convênio com o estado precisa ser feito, obrigatoriamente, até o dia 7 de julho. Caso contrário, o município só pode voltar a receber a verba após 15 de novembro.
 
Conforme o projeto, a nova ponte de Congonhas terá 42 metros de extensão e oito de largura, com uma faixa de rolamento e passagem para pedestres.
 
A história da ponte
A construção de uma passagem de concreto sobre o Rio Congonhas, na divisa entre Tubarão e Jaguaruna, é reinvidicada desde 2006. A ordem de serviço chegou a ser assinada em 2008. Porém, a obra estava atrelada a outra, a ponte de Torneiro, na divisa de Jaguaruna com Içara.
Na época, a prefeitura de Tubarão chegou a repassar R$ 50 mil para Jaguaruna. O trabalho começou e parou logo em seguida. O dinheiro do convênio foi devolvido.
Em 12 de setembro de 2009, engenheiros da prefeitura de Tubarão interditaram a ponte. O motivo era o estado precário da passagem. Conforme um laudo, não existia possibilidade de reformar a travessia de madeira.
Barreiras foram colocadas pelo lado tubaronense, mas foram retiradas pelos moradores e usuários da estrada. Em janeiro deste ano, o empresário Beto Lima caiu da travessia. Após um novo laudo realizado pela Defesa Civil de Tubarão, a ponte voltou a ser interditada em 25 de janeiro.
 Depois de um incêndio, a ponte foi reformada e voltou a ser liberada em 17 de fevereiro. Agora, a nova licitação é feita para que, enfim, seja construída a estrutura de concreto.
 
Valores
A obra está avaliada em aproximadamente R$ 900 mil. Conforme o convênio, as prefeituras de Tubarão e Jaguaruna ficam responsáveis pelo repasse de R$ 150 mil cada. Já o governo do estado entrará com a maior parte: R$ 600 mil.
 
Empresas participantes
• EPT Engenharia – Porto Alegre (RS)
• Setep – Criciúma
• Souza & Esmeraldino – Tubarão
• Engedal – São José
• Saneiro – Tubarão
• BF Construções – Lauro Müller 
• Araújo Construções – Criciúma
• Delt Engenharia – Tubarão
• Confer Construtora – Criciúma