A construtech Brasil ao Cubo (BR3), empresa genuinamente tubaronense, está à frente de um projeto que irá ajudar no combate a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no País. Está construindo um centro de tratamento para pacientes infectados com a doença na capital paulista. Para isso une esforços com grandes parceiros: Ambev, Gerdau, prefeitura de São Paulo e Hospital Israelita Albert Einsten. Serão 100 leitos comuns que atenderão exclusivamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). 

O diretor-presidente da Brasil ao Cubo, engenheiro Ricardo Mateus, explica que o projeto será finalizado em tempo recorde: 40 dias. As modernas técnicas de construção modular usadas pela empresa permitem entregar obras em caráter definitivo e com velocidade já quatro vezes mais rápida que uma construção convencional. Graças ao sistema exclusivo criado pela BR3, os módulos se encaixam perfeitamente. 

Eles serão totalmente fabricados na sede da empresa, em parceria com a também construtech Tecverde de Curitiba (PR), com o aparato necessário para os atendimentos e levados para São Paulo, distante 816 km de Tubarão, em carretas. A instalação será anexa ao Hospital Municipal M’Boi Mirim – Dr Moysés Deutsch, na zona sul da capital paulista, onde o Eintein já é responsável pela gestão. 

“Estou muito feliz com a oportunidade que nos foi dada pela Ambev e pela Gerdau para ajudar a sociedade brasileira. O empreendedorismo nasce para entregar valor para a sociedade e deveria fazer parte da vida de todo empresário: aprender, ganhar e dividir. É o que nos move, move o mundo. Nosso time está muito engajado e agradecido”, disse Ricardo. 

Ele explica ainda que não se trata de um hospital de campanha, como os que estão sendo construídos em outros locais daquele Estado. Após a pandemia, a unidade será entregue para a prefeitura de São Paulo e irá integrar a rede pública de saúde do município. As obras na nova área começaram nesta terça-feira (24) e os primeiros leitos deverão ser entregues em 20 dias. Os demais, até 30 de abril. O custo do empreendimento é de R$ 10 milhões de reais.

“Esse momento pede colaboração e união de esforços. Cada um deve fazer o que está ao seu alcance para, juntos, superarmos essa situação o quanto antes”, diz Jean Jereissati, CEO da Ambev em entrevista ao jornal Estadão. A gigante da produção de bebidas e a maior fabricante brasileira de aço irão arcar com os custos de produção. Todo o aço para fabricação da estrutura, inclusive, foi fornecido pela Gerdau que reforça que “o momento pede colaboração”. A gestão do atendimento ficará a cargo do Hospital Israelita Albert Einsten que irá deslocar 200 profissionais entre médicos e equipe multidisciplinar para atendimento 24h na nova unidade. 

Ricardo Mateus explica ainda que uma grande equipe de engenheiros, arquitetos e montadores está empenhada no projeto. O diretor-presidente ressaltou ainda que a Brasil ao Cubo está tomando todos os cuidados necessários com os funcionários, para que não haja contágio pelo novo coronavírus. Uma clínica médica foi contratada para fazer a triagem diária dos colaboradores. Pressão e temperatura são aferidas antes dos turnos. Dispensers com álcool gel foram distribuídos por toda a fábrica onde há ainda o uso de máscaras.