Foto: Sid de Jesus/Correio do Povo

Familiares e sobreviventes da tragédia da boate Kiss reagiram com emoção à sentença de condenação dos quatro réus pela morte de 242 pessoas no incêndio em Santa Maria há oito anos. Durante a leitura feita pelo juiz Orlando Faccine Neto, na tarde desta sexta-feira, houve choro e abraços na plateia do plenário. A maioria usava camiseta pedindo justiça pela tragédia que também deixou mais de 600 feridos.

Do lado de fora do Foro Central de Porto Alegre, onde o julgamento ocorre desde 1º de dezembro, pessoas relataram sentimento de justiça pela tragédia e satisfação com as penas imputadas.

De acordo com o presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, Flávio da Silva, a expectativa dos familiares é de ficar em Porto Alegre até este domingo. Eles estão hospedados em hotéis de Porto Alegre, próximos aos Foro Central, na região Central da Capital.

“Não viemos um busca de vingança, mas sim de justiça”, disse Kellen Giovana Leite Ferreira, sobrevivente da tragédia, que depôs no primeiro dia do julgamento. Kellen ficou internada em Porto Alegre por 78 dias, sendo 15 deles em coma induzido. Ela passou por diversas cirurgias de enxerto de pele, em razão das queimaduras sofridas, e de colocação de prótese. A vítima da tragédia perdeu parte da perna no incêndio.

Os réus deixaram o plenário em condição de Habeas Corpus preventivo.

Sentenças:
Elissandro Callegaro Spohr
Pena base: 15 anos
Pena final: 22 anos e 6meses

Mauro Londero Hoffmann
Pena base: 13 anos
Pena final: 19 anos e 6meses

Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão
Pena base: 12 anos
Pena final: 18 anos

*Com informações do Correio do Povo