Amanda Menger
Tubarão

Uma forte dor no peito e alterações na pressão arterial levaram a dona de casa Regina Fátima de Oliveira, de Tubarão, a procurar a emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição. O que ela e a filha, a estudante Quézia Fátima de Oliveira, não esperavam é que o atendimento fosse demorar quase três horas. A espera seria até “normal” se a sala de espera da emergência não estivesse vazia.

“Minha mãe sentiu-se mal, a pressão estava em 18 por 11, que aferimos quando ela estava em casa e resolvemos procurar o hospital. Quando chegamos, um enfermeiro mediu a pressão, estava em 16 por 11. Pediram que esperássemos e o tempo foi passando. Não tinha mais ninguém na sala de espera e chegamos a pedir para o recepcionista para ver se tinha alguém sendo atendido nos consultórios da emergência e não tinha ninguém”, conta a estudante, e afirma ainda que o recepcionista chegou a chamar o médico, que não apareceu.

Segundo Quézia, só com a mudança do plantão é que a mãe foi atendida. “Já tinha passado das 7h30min (de sábado) quando eu pedi ao recepcionista que fornecesse um documento que comprovasse que chegamos às 5 horas e a minha mãe não tinha sido atendida. O recepcionista chamou a supervisora, explicou o caso e finalmente ela foi atendida”, relata.

Regina fez um eletrocardiograma e uma radiografia do pulmão. “O médico receitou um analgésico e a mandou embora. Ontem (quarta-feira), levamos os exames ao médico que cuida dela no posto de saúde da Unisul e ele disse que ela teve um início de infarto e que isso só seria detectado em um exame de sangue”, afirma.

A assessoria de imprensa do hospital confirmou a demora no atendimento e que, em virtude disto, um processo administrativo será instaurado para apurar os fatos junto aos funcionários que estavam de plantão no sábado.