Não há limitações para quem aprendeu a ser adaptável. Tal afirmação foi compreendida por diversos atletas com profundidade só neste tempo de pandemia da Covid-19. Enquanto que os paratletas usam ela como filosofia de vida. O paradesporto transcende o esporte convencional e ensina como a capacidade humana é grande frente ao poder da força de vontade.

É o caso de Tadeu Rech. Embora nunca tenha apresentado problema com visão, ficou cego aos 25 anos, por conta de um acidente de carro. Quando tudo parecia incerto e difícil, encontro no atletismo a saída para um objetivo de vida e coleciona na modalidade diversas medalhas estaduais, inclusive nos Jogos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc).

Durante o isolamento social, a rotina de treinos de Tadeu segue normalmente em casa, de forma orientada. “Através de vídeos com áudio descrição e com a ajuda de seus familiares, ele realiza alongamentos e as técnicas do movimento de suas provas que são o arremesso de peso, lançamento de disco e dardo”, destaca a treinadora Aline Crescêncio.

Das provas de campo para as provas de pista, Evandro Faustina embarcou no paradesporto há quase uma ano. Ao perder parte de braço em uma acidente de trabalho, o paratleta de 34 anos também continua com os exercícios adaptados para o espaço disponível no local onde mora. “Atividades como alongamentos e educativos de corrida são repassadas de forma online”, explica Aline.

 

Bocha Paralímpica

Com funções neurológicas comprometidas desde o nascimento, Priscila Gonçalves é uma das paratletas tubaronenses com Paralisia Cerebral (PC). Por afetar o desenvolvimento tanto motor, quanto cognitivo, a esportista não consegue falar, nem andar. Sem o auxílio da professora Aline, Vera Lúcia Gonçalves é quem está orientando a filha. Como está fielmente presente na carreira esportiva da paratleta, ficou fácil contribuir para dar continuidade nas atividades.